Mutirão em Salvador emite carteira de identificação para pessoas com autismo

Ação da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos garante emissão imediata da carteira de identificação para pessoas com autismo na Estação de Metrô da Lapa

Por Ananda Costa.

Um mutirão para emissão da carteira de identificação para pessoas com autismo será realizado na Estação de Metrô da Lapa, em Salvador, nesta terça (28) e quarta-feira (29), das 8h às 16h, com atendimento imediato e orientações ao público.

Mutirão em Salvador emite carteira de identificação para pessoas com autismo. Foto: Divulgação | Metrô Bahia

A Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH), por meio da Superintendência dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Sudef), promove a ação em parceria com o Metrô Bahia, como parte da programação do Abril Azul.

Durante o mutirão, o documento será emitido na hora, e equipes também vão orientar o público sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). A carteira de identificação para pessoas com autismo garante a identificação para acesso ao atendimento prioritário e contribui para facilitar o acesso a serviços de saúde e assistência, reduzindo entraves burocráticos.

A iniciativa integra as atividades do mês de conscientização sobre o autismo, celebrado internacionalmente em abril.

Autismo: entenda os impactos do diagnóstico tardio em adultos

Adultos têm recebido diagnósticos de autismo | Imagem: arquivo/Ag. Brasil

Desde que pode se lembrar, a nutricionista Beatriz Lamper Martinez, de 48 anos, sempre apresentou características distintas e que, até pouco tempo, não podiam ser facilmente explicadas

Na infância, a mãe se referia a ela como uma criança excessivamente sensível e madura para a idade, que se envolvia emocionalmente com problemas de pessoas mais velhas. 

Na adolescência, ela teve poucos melhores amigos, o que se mantém ainda hoje. Durante a vida adulta, foram muitas as dificuldades de convivência e poucos relacionamentos duradouros.

Em setembro do ano passado, Beatriz foi diagnosticada com transtorno do espectro autista (TEA). À Agência Brasil, ela disse que buscou o diagnóstico porque, desde 2013, era tratada para transtornos como depressão e ansiedade, mas sem sucesso. “Muda medicação, aumenta medicação, mas eu nunca ficava estável”.

Foi um relacionamento com o pai de uma criança com TEA que a fez abrir os olhos para características próprias que coincidiam com o quadro em questão. “Ao longo dos meses, comecei a me identificar com aquelas informações”.

Cannabis no autismo: o que a ciência já sabe e quais são os desafios

Nos últimos anos, a cannabis medicinal deixou de ser um tema restrito a especialistas e passou a integrar conversas em famílias, consultórios e debates públicos. Histórias de melhora do sono, redução de crises de agressividade e maior engajamento social de pessoas com autismo circulam nas redes, despertando curiosidade e esperança.

Diante de relatos pessoais e expectativas, pesquisadores questionam: o que a ciência já comprovou e até onde é seguro avançar?

Nesta semana, o autismo voltou a ocupar um grande espaço no debate público. Na última terça-feira (23), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, uma nota de esclarecimento após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que associou o uso de Tylenol (paracetamol) durante a gravidez ao desenvolvimento de autismo em crianças. A fala aconteceu durante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

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