Moraes autoriza exames de Bolsonaro em hospital após queda na prisão

O pedido foi apresentado pela defesa após Bolsonaro relatar uma queda com batida na cabeça

Por Dinaldo dos Santos.

O ministro do STF Alexandre de Moraes autorizou o deslocamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao Hospital DF Star, em Brasília, para a realização de exames. O pedido foi apresentado pela defesa após Bolsonaro relatar uma queda com batida na cabeça.

Jair Bolsonaro será levado, mais uma vez, ao Hospital DF Star para a realização de exames. Foto: Divulgação

Em relatório enviado ao ministro, a Polícia Federal informou que o ex-presidente estava orientado e sem sinais de déficit neurológico.

Moraes determinou que o transporte seja realizado pela PF, com as mesmas medidas de segurança adotadas na internação anterior. O deslocamento deve ocorrer de forma discreta, com desembarque na garagem do hospital.

Na véspera, o ministro havia afirmado que não havia necessidade de ida imediata ao hospital. A equipe médica indicou a realização de tomografia e ressonância magnética do crânio, além de eletroencefalograma.

Segundo o médico Claudio Birolini, Bolsonaro sofreu “traumatismo cranioencefálico leve” e já havia sido alertado sobre o risco de quedas. A defesa segue insistindo em pedido de prisão domiciliar, que vem sendo negado por Moraes.

Saúde de Bolsonaro

No último dia 15 de dezembro, a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro havia solicitado ao ministro Alexandre de Moraes, autorização para a realização de uma cirurgia considerada urgente. O pedido foi protocolado após exames médicos indicarem a necessidade de um procedimento de herniorrafia inguinal bilateral, além de intervenções complementares.

Bolsonaro passará por novos exames. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Segundo a defesa, o quadro de saúde atual do ex-presidente é incompatível com o cumprimento da pena em ambiente prisional. Por isso, os advogados também solicitaram que os novos laudos médicos sejam considerados como reforço ao pedido de "prisão domiciliar humanitária", que já havia sido apresentado anteriormente e ainda aguarda decisão do STF.

O ex-presidente cumpre pena atualmente na Superintendência da Polícia Federal (PF), após ser condenado a 27 anos e três meses de prisão em regime fechado por tentativa de golpe de Estado.

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