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Ex-PM de 103 anos é condenado pela morte de homem em Salvador

Júri popular realizado nesta quinta-feira (24), no Fórum Ruy Barbosa, decidiu pela condenação de Emiliano Melo dos Santos

Por Victor Hernandes.

O ex-policial militar Emiliano Melo dos Santos, de 103 anos, foi condenado nesta quinta-feira (24) pela morte de Welton Lopes Costa, de 34 anos, em Salvador. O júri popular foi realizado no Fórum Ruy Barbosa, no bairro de Nazaré.

Ex Pm Emiliano Melo Dos Santos Foi Condenado Em Júri Popular Em Salvador

Os jurados decidiram pela condenação de Emiliano a 4 anos e 9 meses de prisão. Conforme informações obtidas pelo Aratu On, na tarde desta quarta, ele cumprirá a pena em regime fechado domiciliar. Welton foi morto durante um episódio ocorrido no Largo Dois de Julho, em Salvador. A companheira dele, Jeniffer Carvalho dos Santos, também foi atingida por um disparo durante a ocorrência.

Em entrevista a reportagem, o irmão da vítima celebrou a condenação do ex-policial e contou sobre o sentimento de Justiça. 

“Essa vitória foi um presente maravilhosos para gente principalmente para minha mãe que está fazendo aniversário amanhã 73 anos estamos aliviado com a Justiça feita”, disse Welbert Lopes Costa. 

Defesa alegou legítima defesa

Antes do resultado do julgamento, o advogado Vivaldo Amaral afirmou que os depoimentos apresentados durante o júri reforçaram a versão de que Emiliano tinha um histórico pacífico e de prestação de serviços à comunidade.

A defesa também contestou as referências ao ex-PM como “Xerife do 2 de Julho” e “Bin Laden”. Segundo o advogado, os apelidos teriam surgido após o episódio e não corresponderiam à trajetória de Emiliano.

Durante o julgamento, os advogados sustentaram que o ex-PM teria tentado intervir em uma situação envolvendo Welton e a companheira dele. A defesa afirmou que Emiliano teria agido em legítima defesa própria e de terceiro. Segundo os advogados, Welton teria apresentado comportamento agressivo e empurrado Emiliano antes dos disparos.

Irmão da vítima contestou versão da defesa 

A versão apresentada pela defesa foi contestada pelo irmão da vítima, Welbert Lopes Costa. Ele negou que a vítima tivesse histórico de violência contra mulheres. Costa afirmou que pessoas que não conviviam com o irmão estariam apresentando relatos que, segundo ele, não correspondem à realidade. 

Welbert afirmou que a família recebeu uma educação baseada no respeito e negou que Welton tivesse histórico de violência contra mulheres: “Nossa mãe sempre ensinou a gente a ser pessoas corretas, educadas e respeitosas, principalmente com as mulheres.”

A declaração contrasta com a versão apresentada pela defesa de Emiliano, que tenta caracterizar a relação entre Welton e Jeniffer como marcada por conflitos, ciúmes e episódios de violência.

O irmão da vítima também criticou os depoimentos prestados durante o julgamento. Segundo ele, algumas pessoas que não teriam presenciado os acontecimentos ou que não conheciam a dinâmica da família passaram a apresentar versões sobre Welton e de Emiliano que não correspondem ao que, segundo ele, era conhecido.

“Pessoas que nunca viram apareceram hoje falando o que não corresponde com a realidade. Todos conhecem a forma de seu Emiliano no bairro”, acrescentou.

Apesar das versões apresentadas ao longo do julgamento, Welbert afirmou que acredita que a Justiça será feita diante do caso. O irmão aponta que a verdadeira vítima do caso foi Welton que morreu diante da conduta do ex-pm.

Relembre o caso

Emiliano Melo dos Santos é acusado de matar Welton Lopes Costa e de ferir Jeniffer Carvalho dos Santos durante o episódio. A defesa nega que tenha havido intenção de matar e sustenta que o acusado reagiu diante de uma situação que considerava de risco. O julgamento contou com depoimentos de testemunhas e manifestações das partes antes da decisão dos jurados. O Ministério Público é representado pelo promotor de Justiça Luciano Santana Borges.

A tendência era de que o julgamento seguisse até o final do dia, já que outras testemunhas ainda devem ser ouvidas e ainda terá as considerações finais das partes. A expectativa de especialistas era de que com a condenação a sentença fosse cumprida à domicílio.

Ex Pm De 103 Anos Advogada Explica

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