Em julgamento, defesa sustenta que ex-PM de 103 anos tentou intervir após episódios de ciúmes e traição
Ex-PM de 103 anos é acusado de matar Welton Lopes Costa e ferir a companheira dele durante troca de tiros
Por João Tramm.
O ex-PM de 103 anos, Emiliano Melo dos Santos, é julgado pela morte de Welton Lopes Costa, de 34 anos, e por ter ferido a companheira da vítima, Jeniffer Carvalho dos Santos. Durante o julgamento, a defesa citou episódios de ciúmes e suspeitas de traição no relacionamento do casal como parte da contextualização apresentada no processo. O crime aconteceu em 22 de agosto de 2021, no bairro Dois de Julho, na região central da capital baiana.
A tendência é que o julgamento siga até amanhã, já que outras testemunhas ainda devem ser ouvidas e ainda terá as considerações finais das partes. Segundo especialistas, mesmo que o júri o condene a perspectiva é que cumpra sentença à domicílio.
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Ex-PM de 103 anos: defesa cita ciúmes e traição
O advogado Dr. Vivaldo Amaral, responsável pela defesa do ex-PM de 103 anos, sustenta que Jeniffer teria vivido episódios de ciúmes e suspeitas de traição durante o relacionamento com Welton.
A defesa também sustenta a tese de legítima defesa própria e de terceiro. Segundo a versão atribuída a Emiliano, ele teria tentado intervir em uma discussão acalorada do casal.
Quando os dois caminhavam para casa, Emiliano teria perguntado se estava tudo bem para Jeniffer. Ela teria dito que não precisava de ajuda.
Questionada durante o julgamento se já havia sido traída pelo companheiro, Jeniffer preferiu não comentar.

Jeniffer nega histórico de agressões
Jeniffer afirmou que viveu 11 anos com Welton e que os dois tinham uma filha. Ela admitiu episódios de ciúmes de Welton, mas que as discussões fossem além disso.
“Nós éramos um casal. 11 anos juntos, tinha uma filha com ele. Nossa convivência era normal de casal, amigável”.
Ela afirmou ainda que Welton não era uma pessoa completamente calma, mas negou que ele tivesse o hábito de agredi-la. “Calmo ele não era, mas não procurava briga. Nunca tinha me empurrado ou me segurado pelo braço”.
Entretanto, a defesa aproveitou o momento para confrontar a ex-companheira. Segundo apresentado pelo criminalista, Jeniffer já havia mencionado na audiência de instrução um episódio em que Welton teria empurrado ela.
Durante o episódio que terminou nos disparos, Jeniffer também foi atingida. O projétil permanece alojado em sua perna e, segundo ela, ainda causa incômodo quando a região é pressionada.

Filho do casal nega agressões entre os pais
O filho do casal, Antonio Cosme Bispo dos Santos, também testemunhou durante o julgamento. Ele afirmou que nunca presenciou discussões físicas entre os pais e negou ter visto o pai atacar Emiliano.
A testemunha também descreveu uma relação próxima com Welton e afirmou que o pai era muito carinhoso com ele.
Segundo ele, as questões dos pais eram resolvidas entre eles.
O Ministério Público é representado pelo promotor de Justiça Luciano Santana Borges, enquanto a defesa de Emiliano é conduzida pelo advogado Vivaldo Amaral.
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