Defesa está confiante em absolvição e diz que testemunhas negaram histórico violento de ex-PM de 103 anos
Em entrevista ao Aratu On, Dr. Vivaldo Amaral faz um balanço da primeira parte do julgamento do ex-pm de 103 anos acusado de homicídio
Por João Tramm.
O advogado Vivaldo Amaral, responsável pela defesa do ex-PM de 103 anos Emiliano Melo dos Santos, afirmou, em entrevista ao Aratu On, estar confiante de que o júri irá absolver o acusado da morte de Welton Lopes Costa. Para o criminalista, os depoimentos prestados durante o julgamento reforçaram a versão de que Emiliano tinha um histórico pacífico e de prestação de serviços à comunidade.
Segundo o ele, não é verdade a atuação de Emílio como ‘Xerife do 2 de Julho’ ou ‘Bin Laden: “Essas ilações e apelidos surgiram depois do episódio, sem menor amparo na realidade dos fatos. ele era abraço e querido pela comunidade”
A defesa sustenta que o ex-PM teria tentado intervir em uma situação que, segundo o advogado, envolvia violência e uma relação abusiva entre Welton e a companheira, Jeniffer Carvalho dos Santos, que também foi atingida por um disparo durante o episódio.

Principais pontos da defesa do ex-pm de 103:
Em entrevista ao Aratu On, Vivaldo Amaral afirmou que os depoimentos colhidos durante o julgamento contribuíram para a estratégia da defesa.
“Eu estou muito confiante na absolvição de Emiliano. As testemunhas que foram ouvidas até agora demonstraram o histórico pacífico dele, o histórico de prestação de serviços, de ajuda às pessoas, de uma pessoa que sempre foi voltada para a comunidade.”
Segundo o advogado, esse conjunto de depoimentos deve ser considerado pelos jurados na análise da atuação de Emiliano no dia dos disparos.
Advogado afirma que Emiliano tentou evitar violência contra Jeniffer
O dr. Vivaldo também sustentou que Emiliano teria decidido intervir depois de perceber uma situação de violência envolvendo Jeniffer.
Segundo a defesa, o ex-PM teria presenciado uma situação entre Welton e a companheira e tentado impedir que a mulher fosse submetida a uma nova agressão.
“Ele foi intervir numa situação de uma relação abusiva, de uma violência que a Jeniffer estava prestes a viver.”
A principal tese apresentada por Vivaldo Amaral é a de legítima defesa própria e de terceiro. Segundo o advogado, Emiliano teria sido empurrado por Welton durante a intervenção e, após cair no chão, teria reagido para se proteger.
A defesa afirma que o primeiro disparo teria sido feito sem atingir ninguém e com a intenção de afastar Welton.
“Ele dá um primeiro tiro, que é um tiro em vão, para poder afastar a ação. Como essa primeira ação não foi suficiente, ele faz mais dois disparos. Em legítima defesa, e isso está amparado na lei.”
O caso: Emiliano responde pela morte de Welton
Emiliano Melo dos Santos é acusado de matar Welton Lopes Costa e de ferir Jeniffer Carvalho dos Santos durante o episódio. A defesa nega que tenha havido intenção de matar e sustenta que o acusado reagiu diante de uma situação que considerava de risco.
O julgamento ainda conta com depoimentos de testemunhas e manifestações das partes antes da decisão dos jurados. O Ministério Público é representado pelo promotor de Justiça Luciano Santana Borges.
A tendência é que o julgamento siga até o final do dia, já que outras testemunhas ainda devem ser ouvidas e ainda terá as considerações finais das partes. Segundo especialistas, mesmo que o júri o condene a perspectiva é que cumpra sentença à domicílio.

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