Condenado pela morte de Mãe Bernadete morre em confronto com o Bope na Bahia
Marílio dos Santos, conhecido como “Maquinista”, apontado como autor do assassinato de Mãe Bernadete, era o Ás de Ouros do Baralho do Crime
Por Ananda Costa.
O homem apontado como autor do assassinato de Mãe Bernadete morreu após confronto com equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) da Polícia Militar, na madrugada desta quinta-feira (16), na zona rural do município de Catu, na Bahia.

Marílio dos Santos, conhecido como “Maquinista” e identificado como o “Ás de Ouros” do Baralho do Crime da Secretaria da Segurança Pública, era considerado foragido da Justiça.
Segundo a polícia, durante a tentativa de cumprimento do mandado de prisão, o suspeito reagiu e atirou contra os agentes. Houve revide, e ele acabou baleado. Marílio chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.
Com o suspeito, foram apreendidos uma arma de fogo e munições. A ocorrência segue em andamento.
Caso Mãe Bernadete

Os acusados de matar a ialorixá, Bernadete Pacífico, foram condenados a quase 70 anos de prisão (somando as duas penas), nesta terça-feira (14). A decisão foi determinada pela juíza Gelzi Maria Almeida Souza Matos, durante júri popular finalizado nesta noite no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador.
Os sete jurados participantes do julgamento decidiram pela condenação de Maurílio dos Santos, acusado de ser o mandante do crime, e Arielson da Conceição Santos, identificado como executor. O primeiro foi condenado a 29 anos e 9 meses de prisão, enquanto o segundo recebeu pena de 40 anos, 5 meses e 22 dias de prisão, além de multa.
A dupla deve responder pelo crime em regime fechado, inicialmente. O júri foi finalizado após dois dias de realização, sendo iniciado na manhã da última segunda-feira (13) até as 18h depois do interrogatório do réu Arielson da Conceição dos Santos. Antes, foram ouvidas três testemunhas.
Já nesta terça, o julgamento se iniciou por volta das 9h com a fase dos debates do Ministério Público e a assistência de acusação e depois a defesa. O advogado de defesa Marcos Rudá explicou ao Aratu ON, que o ato praticado por seu cliente teria fugido do controle e ocorrido por motivação de uma outra pessoa.
“Ele confessa o crime e explica como é que foi a execução, se demonstrou arrependido e etc. Mas [ele] disse que tinha intenção apenas de dar um susto e que tudo fugiu do controle, muito por uma motivação de uma outra pessoa chamada BZ”, falou. ‘BZ’ é o apelido de Josevan Dionisio dos Santos, que foi preso em setembro do ano passado por participação no crime.
Além disso, os advogados de defesa, argumentaram no primeiro dia, que as provas seriam “bem fracas” no que diz respeito a atribuir a liderança e mando do crime à Marílio.
“A gente entende que não houve mando do nosso cliente”. Inclusive, a defesa aponta que a inclusão de Maurílio ocorre de maneira “controversa”.
“Na nossa percepção, ele só figura no processo porque tem uma certa lista extensa de processos criminais. [...] Mas no caso em si, da mãe Bernadete, a defesa não consegue enxergar provas robustas para incriminá-lo", completou.
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