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PF investiga Virginia Fonseca por movimentações financeiras suspeitas

PF investiga Virginia Fonseca, fundadora da Wepink, por transações suspeitas envolvendo três empresas

Por Laraelen Oliveira.

A empresária e influenciadora Virginia Fonseca se tornou alvo da Polícia Federal (PF), após identificarem movimentações financeiras suspeitas ligadas à jovem. As investigações apuram transações atípicas em suas empresas após um relatório emitido pelo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras). Mas por quais outros fatores a PF investiga Virginia Fonseca?

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O Coaf é o órgão responsável por monitorar movimentações financeiras consideradas atípicas no Brasil/Foto: Redes Sociais 

O inquérito tem o objetivo de firmar a legalidade das operações e se houve crimes financeiros, fiscais ou de lavagem de dinheiro em três empresas ligadas à Virgínia.  As informações foram divulgadas pela revista Piauí.

PF investiga Virginia Fonseca

A publicação alega que a primeira movimentação que despertou suspeita na PF ocorreu entre março e setembro de 2024, quando a empresa Talimã Digital recebeu R$ 22,4 milhões, através de pix e TED. As autoridades ficaram em alerta por que o principal depositante seria uma empresa cadastrada no Simples Nacional (regime voltado para negócios de menor porte).

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A abertura de uma investigação não significa culpa ou condenação. O objetivo do inquérito é reunir informações e verificar se houve alguma irregularidade nas operações analisadas/Foto: Redes Sociais 

A segunda movimentação que chamou a atenção da PF foi envolvendo a Wepink Suplementos Nutricionais, que entre janeiro e março de 2025 registrou a entrada de R$ 43,6 milhões e a saída de R$ 43,5 milhões. De acordo com o relatório, o volume movimentado é incompatível com o faturamento mensal declarado pela empresa.

A empresa mais conhecida da influenciadora, Wepink Cosméticos (Savi Cosméticos S.A.), também entrou na mira do PF. Entre novembro de 2023 e maio de 2024, foi identificado cerca de R$ 502 mil fracionados em 190 depósitos feitos em caixas eletrônicos de agências diferentes. O sistema financeiro alertou que esse tipo de divisão pode ser uma tentativa de dificultar o rastreamento da origem do dinheiro.

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Operações financeiras com depósitos fracionados ou movimentações incompatíveis com a empresa, como no caso da Virgnia Fonseca podem gerar alertas na fiscalização financeira do país/Foto: Redes Sociais 

A defesa da Virginia declarou a revista Piauí que nega qualquer irregularidade à revista Piauí. Eles afirmaram que todas as notas fiscais foram emitidas, os valores foram declarados aos órgãos competentes e que há justificativas legais para todas as movimentações.

Influenciadora Deolane Bezerra permanece presa em investigação sobre lavagem de dinheiro 

Outro caso de investigação foi o da influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra que foi presa durante a Operação Vérnix, realizada pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil. A ação investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro que teria ligação com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

A prisão foi confirmada pela Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP). Após audiência de custódia realizada no mesmo dia, a Justiça decidiu manter a prisão preventiva da influenciadora.

A Operação Vérnix investiga movimentações financeiras suspeitas pelas autoridades e faz parte de um conjunto de ações voltadas ao combate à lavagem de dinheiro em São Paulo/Foto: Redes Sociais 

Durante a audiência, Deolane se emocionou e declarou que estaria sendo presa enquanto exercia sua atividade profissional. Ela é investigada por suspeitas de participação em operações financeiras que estariam relacionadas ao esquema investigado pelas autoridades.

A defesa da influenciadora solicitou sua liberdade por meio de um pedido apresentado ao Supremo Tribunal Federal (STF). No entanto, o ministro Flávio Dino negou o habeas corpus e manteve a decisão que determinou sua prisão.

As investigações continuam para apurar o possível envolvimento da advogada e de outros suspeitos no esquema de lavagem de dinheiro associado à organização criminosa.

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