Após fronteira ser fechada, Exército monitora movimentação Brasil-Venezuela
Embora houvesse expectativa de uma onda migratória após a queda de Maduro, o Exército Brasileiro garantiu normalidade na fronteira Brasil–Venezuela
Apesar do recente ataque dos Estados Unidos em território venezuelano, que resultou na morte de cerca de 80 pessoas e na captura do presidente Nicolás Maduro no último sábado (3), o Exército Brasileiro afirma que a situação na fronteira segue sob controle. Em Pacaraima, no norte de Roraima, o patrulhamento é realizado dentro da normalidade, sem registros de incidentes.

Embora houvesse a expectativa de uma onda migratória em massa após a queda de Maduro, o fluxo de venezuelanos entrando no Brasil não apresentou aumento atípico até o momento.
Vale destacar que, após o ataque, o próprio governo venezuelano determinou o fechamento total das fronteiras com o Brasil.
O general Roberto Angrizani, comandante do Exército na região, descartou preocupações imediatas quanto à segurança da linha de fronteira.
De acordo com o repórter Fábio Diamante, do SBT, a estrutura logística na fronteira foi reforçada preventivamente. Tendas de apoio, com foco em atendimento médico e assistência humanitária, foram montadas para acolher possíveis refugiados. O Exército Brasileiro permanece mobilizado na região por tempo indeterminado.
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Entenda o ataque à Venezuela
Na madrugada de sábado, o presidente Donald Trump anunciou, por meio da plataforma Truth Social, que forças norte-americanas haviam realizado uma missão para capturar o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e a esposa.
Embora a ação tenha surpreendido parte da comunidade internacional, fontes familiarizadas com o assunto afirmaram que o planejamento da operação vinha sendo desenvolvido há meses e incluiu ensaios detalhados.
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De acordo com as informações, tropas de elite dos Estados Unidos, incluindo integrantes da Delta Force, construíram uma réplica do esconderijo de Maduro e treinaram a entrada na residência fortificada.
Ainda segundo fontes, a Agência Central de Inteligência (CIA) mantinha uma equipe em solo venezuelano desde agosto, responsável por fornecer informações sobre a rotina do presidente, o que teria facilitado a captura.

Outras duas fontes ouvidas pela agência Reuters afirmaram que a CIA também contava com um informante próximo a Maduro, que estaria preparado para indicar a localização exata do presidente durante a operação.
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Com o planejamento concluído, Trump aprovou a missão quatro dias antes de sua execução. Militares e agentes de inteligência, no entanto, teriam sugerido aguardar condições climáticas mais favoráveis.
Nas primeiras horas de sábado, a Operação Absolute Resolve começou, com o objetivo de capturar Maduro. Trump acompanhou a ação em tempo real, cercado por assessores em seu clube Mar-a-Lago, na Flórida. O avião que transportava Nicolás Maduro e a esposa, Cilia Flores, chegou, no início da noite de hoje, a Nova York, nos Estados Unidos.
A condução da operação, que durou várias horas, foi detalhada por quatro fontes e pelo próprio presidente dos Estados Unidos.
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