Trump diz que EUA irão controlar petróleo da Venezuela: 'Estamos lá e ficaremos'
Donald Trump afirmou que enviará grandes empresas petrolíferas norte-americanas para a Venezuela
Por Bruna Castelo Branco.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, neste sábado (3), que o país enviará grandes empresas petrolíferas norte-americanas para a Venezuela após a prisão do presidente Nicolás Maduro.
A declaração foi feita durante entrevista coletiva na Flórida. Segundo Trump, as forças dos Estados Unidos estavam preparadas para realizar um segundo ataque de maior escala como parte da operação para capturar Maduro durante a noite, mas a ação não foi necessária.
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O presidente também declarou que os EUA irão administrar a Venezuela durante um período de transição e que a ofensiva deve servir de “alerta”. De acordo com ele, o que aconteceu com Maduro “pode acontecer com outras pessoas que não sejam justas”.
Ainda segundo Trump, a operação representa uma demonstração de força dos Estados Unidos na região. O presidente afirmou que está “reafirmando” o poder norte-americano no continente americano.
EUA irá governar a Venezuela
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, neste sábado (3), que os EUA passarão a governar a Venezuela após o ataque ao país e a prisão do presidente Nicolás Maduro, operação que, segundo ele, foi coordenada por forças norte-americanas.
Em pronunciamento, Trump declarou que tropas dos Estados Unidos permanecerão no país até que um novo governo seja instituído. “Vamos governar o país até que uma transição adequada possa ocorrer”, afirmou, ao se referir a Maduro como ditador.
O presidente norte-americano não detalhou como será estruturada a administração do país e disse que “um grupo” ficará responsável pelo governo local. “Vamos governar com um grupo, e vamos ter certeza de que ele vai ser governado apropriadamente (...). Estamos designando pessoas neste momento [para o governo]. Vamos deixar vocês a par”, declarou.

Segundo Trump, o secretário de Estado, Marco Rubio, e o secretário de Defesa, Pete Heghset, integrarão o comitê encarregado de governar a Venezuela. O presidente afirmou ainda que Rubio teve “uma longa conversa” com a vice-presidente venezuelana Delcy Rodríguez, que, segundo ele, “disse que ia fazer tudo o que os EUA precisassem”. Mais cedo, Rodríguez, que está na Rússia, afirmou que seguiria o plano de Maduro para o país.
Sem informar por quanto tempo os Estados Unidos permanecerão no comando da Venezuela, Trump disse que será necessária uma transição “segura, adequada e sensata”. Ele afirmou que “gostaria que [a intervenção] fosse rápida”, mas que “vai levar tempo”. “Temos que reconstruir a infraestrutura do petróleo. O petróleo é algo muito perigoso, que pode matar muitas pessoas. A infraestrutura está velha”, disse.
Reação de Lula
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou a invasão dos Estados Unidos à Venezuela e a prisão de Nicolás Maduro, ação que Lula chamou de “afronta gravíssima a soberania” do país. Na postagem feita nas redes sociais, o presidente cobrou uma resposta vigorosa da Organização das Nações Unidas (ONU).
"Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional. Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo", disse Lula.

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), também condenou à invasão dos Estados Unidos a Venezuela. Nas redes sociais, Jerônimo afirmou atuar para ajudar baianos que estão no país vizinho. "O Governo da Bahia está atuando para identificar a situação dos baianos que se encontram na Venezuela e agindo para que suas necessidades sejam atendidas pela Embaixada do Brasil naquele país, em conjunto com as dos demais brasileiros, bem como junto ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania".
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