Ataque dos Estados Unidos à Venezuela deixa 40 mortos

O ataque realizado pelos Estados Unidos contra a Venezuela neste sábado (3) deixou ao menos 40 mortos

Por Bruna Castelo Branco.

O ataque realizado pelos Estados Unidos contra a Venezuela neste sábado (3) deixou ao menos 40 mortos, segundo informou o jornal norte-americano The New York Times. A ação, conduzida durante o governo do presidente Donald Trump, resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro.

A ministra interina das Relações Exteriores, Maria Laura da Rocha, afirmou, neste sábado (3), que não há registro de brasileiros entre as vítimas.

Em pronunciamento, Trump afirmou que os Estados Unidos irão comandar a Venezuela durante o período de transição de governo e também controlar o petróleo do país. O presidente norte-americano voltou a acusar Maduro de chefiar um cartel de narcotráfico na região.

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Os Estados Unidos, a mando de Trump, invadiram e bombardearam a Venezuela na madrugada deste sábado (3). | Foto: Redes Sociais

Entenda o ataque à Venezuela

Na madrugada deste sábado, o presidente Donald Trump anunciou, por meio da plataforma Truth Social, que forças norte-americanas haviam realizado uma missão para capturar o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e a esposa.

Embora a ação tenha surpreendido parte da comunidade internacional, fontes familiarizadas com o assunto afirmaram que o planejamento da operação vinha sendo desenvolvido há meses e incluiu ensaios detalhados.

De acordo com as informações, tropas de elite dos Estados Unidos, incluindo integrantes da Delta Force, construíram uma réplica do esconderijo de Maduro e treinaram a entrada na residência fortificada.

Trump declarou que os EUA irão administrar a Venezuela durante um período de transição. | Foto: Redes Sociais

Ainda segundo fontes, a Agência Central de Inteligência (CIA) mantinha uma equipe em solo venezuelano desde agosto, responsável por fornecer informações sobre a rotina do presidente, o que teria facilitado a captura.

Outras duas fontes ouvidas pela agência Reuters afirmaram que a CIA também contava com um informante próximo a Maduro, que estaria preparado para indicar a localização exata do presidente durante a operação.

Com o planejamento concluído, Trump aprovou a missão quatro dias antes de sua execução. Militares e agentes de inteligência, no entanto, teriam sugerido aguardar condições climáticas mais favoráveis.

Nas primeiras horas de sábado, a Operação Absolute Resolve começou, com o objetivo de capturar Maduro. Trump acompanhou a ação em tempo real, cercado por assessores em seu clube Mar-a-Lago, na Flórida. O avião que transportava Nicolás Maduro e a esposa, Cilia Flores, chegou, no início da noite de hoje, a Nova York, nos Estados Unidos.

A condução da operação, que durou várias horas, foi detalhada por quatro fontes e pelo próprio presidente dos Estados Unidos.

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