Caso Ypê: Anvisa autoriza retomada de produção e uso de produtos
Apesar da decisão da Anvisa, produtos da Ypê com lote final 1 continuam com a comercialização e o uso suspensos
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, nesta sexta-feira (29), a retomada da produção, comercialização e uso dos produtos da marca Ypê. A liberação ocorre após a suspensão determinada no início deste mês, quando itens fabricados pela Química Amparo foram recolhidos por suspeita de contaminação microbiológica.

A decisão foi tomada após uma inspeção realizada nos últimos dias, conduzida pela Anvisa em conjunto com o Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo, o Grupo de Vigilância Sanitária de Campinas e a Vigilância Sanitária de Amparo.
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Apesar da autorização, a Anvisa informou que os produtos identificados com o lote final 1 continuam com comercialização e uso suspensos. Entre os itens afetados estão detergentes lava-louças líquidos, sabões líquidos para roupas e desinfetantes. Segundo o órgão, os produtos devem permanecer armazenados em local seguro e não devem ser descartados.
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“A liberação ocorrerá à medida que a empresa apresentar laudos de laboratórios autorizados pela Anvisa”, informou a agência.
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A Química Amparo apresentou um plano de ação para atender aos 76 requisitos sanitários apontados durante uma inspeção conjunta realizada em abril deste ano.
Entenda o caso Ypê
No dia 7 de maio, a Anvisa determinou o recolhimento de detergentes lava-louças, sabões líquidos para roupas e desinfetantes da marca Ypê após identificar falhas graves no processo de fabricação, que poderiam ter provocado contaminação microbiológica nos produtos.

Nos itens do lote final 1, foi detectada a bactéria Pseudomonas aeruginosa, micro-organismo que pode causar infecções, especialmente em pessoas imunossuprimidas.
Na época, uma criança chegou a ser internada em Natal, no Rio Grande do Norte, com suspeita de contaminação após o uso de detergente da marca. A paciente foi atendida na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Pajuçara, e o caso passou a ser investigado pela vigilância epidemiológica.
No entanto, a suspeita foi descartada após exames laboratoriais. Segundo as autoridades de saúde, a criança foi diagnosticada com um processo infeccioso causado pelo parvovírus humano, sem qualquer relação com o produto de limpeza.
A bactéria identificada pela Anvisa se desenvolve com facilidade em ambientes úmidos e pode provocar infecções que variam de irritações leves até pneumonia, principalmente em idosos, pacientes hospitalizados e pessoas imunossuprimidas.
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