Caso Ypê: Anvisa autoriza retomada de produção e uso de produtos

Apesar da decisão da Anvisa, produtos da Ypê com lote final 1 continuam com a comercialização e o uso suspensos

Por Anna Caroline Santiago.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, nesta sexta-feira (29), a retomada da produção, comercialização e uso dos produtos da marca Ypê. A liberação ocorre após a suspensão determinada no início deste mês, quando itens fabricados pela Química Amparo foram recolhidos por suspeita de contaminação microbiológica.

Caso Ypê: Anvisa autoriza retomada de produção e uso de produtos. Foto: Divulgação

A decisão foi tomada após uma inspeção realizada nos últimos dias, conduzida pela Anvisa em conjunto com o Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo, o Grupo de Vigilância Sanitária de Campinas e a Vigilância Sanitária de Amparo.

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Apesar da autorização, a Anvisa informou que os produtos identificados com o lote final 1 continuam com comercialização e uso suspensos. Entre os itens afetados estão detergentes lava-louças líquidos, sabões líquidos para roupas e desinfetantes. Segundo o órgão, os produtos devem permanecer armazenados em local seguro e não devem ser descartados.

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“A liberação ocorrerá à medida que a empresa apresentar laudos de laboratórios autorizados pela Anvisa”, informou a agência.

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A Química Amparo apresentou um plano de ação para atender aos 76 requisitos sanitários apontados durante uma inspeção conjunta realizada em abril deste ano.

Entenda o caso Ypê

No dia 7 de maio, a Anvisa determinou o recolhimento de detergentes lava-louças, sabões líquidos para roupas e desinfetantes da marca Ypê após identificar falhas graves no processo de fabricação, que poderiam ter provocado contaminação microbiológica nos produtos.

Anvisa determinou recolhimento de produtos da Ypê por risco de contaminação. Foto: Divulgação

Nos itens do lote final 1, foi detectada a bactéria Pseudomonas aeruginosa, micro-organismo que pode causar infecções, especialmente em pessoas imunossuprimidas.

Na época, uma criança chegou a ser internada em Natal, no Rio Grande do Norte, com suspeita de contaminação após o uso de detergente da marca. A paciente foi atendida na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Pajuçara, e o caso passou a ser investigado pela vigilância epidemiológica.

No entanto, a suspeita foi descartada após exames laboratoriais. Segundo as autoridades de saúde, a criança foi diagnosticada com um processo infeccioso causado pelo parvovírus humano, sem qualquer relação com o produto de limpeza.

A bactéria identificada pela Anvisa se desenvolve com facilidade em ambientes úmidos e pode provocar infecções que variam de irritações leves até pneumonia, principalmente em idosos, pacientes hospitalizados e pessoas imunossuprimidas.

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