Criança é internada após suspeita de contaminação por detergente Ypê
Criança entrou em contato com produto Ypê no último dia 6 de maio e apresentou manchas atrás da orelha e em uma das mãos
Por Dinaldo dos Santos.
Uma criança foi internada com suspeita de contaminação após uso de detergente da marca Ypê, na última quinta-feira (7), em Natal, no Rio Grande do Norte. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), a paciente foi atendida na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Pajuçara, e o caso está sendo investigado pela vigilância epidemiológica.

A criança entrou em contato com o produto no último dia 6 de maio e, na escola, apresentou manchas atrás da orelha e em uma das mãos, sendo encaminhada para atendimento médico. Informações iniciais dão conta que, após tomarem conhecimento das notícias sobre uma possível bactéria em produtos da Ypê, familiares da criança relataram possível associação do detergente com o caso.
Procurada pela nossa reportagem, a Sesap informou que acompanha a situação da criança internada com suspeita de possível contaminação por um detergente e disse que o caso está em processo de investigação pela vigilância epidemiológica.
Quanto à fiscalização dos produtos com suspeita de contaminação na capital do estado, a responsabilidade é da Vigilância Sanitária Municipal e os demais municípios ficam sob a responsabilidade da Suvisa, que informou, no último dia 13 de maio, que não havia qualquer apreensão de produtos do lote informado pela Anvisa.
Ypê muda tratamento da água após contaminação
A Química Amparo, responsável pela marca Ypê, informou ter reformulado o sistema de tratamento de água, principal matéria-prima utilizada na fabricação de produtos líquidos, após uma fiscalização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária identificar contaminação bacteriana em lotes da empresa, em novembro de 2025.
Na ocasião, a Anvisa determinou o recolhimento de 14 lotes de lava-roupas líquidos após detectar a bactéria Pseudomonas aeruginosa em três produtos. Na última semana, a empresa voltou a sofrer sanções devido à reincidência de falhas no controle de qualidade.

A bactéria identificada pela Anvisa se desenvolve com facilidade em ambientes úmidos e pode provocar infecções que variam de irritações leves até pneumonia, principalmente em idosos, pacientes hospitalizados e pessoas imunossuprimidas.
Em nova inspeção realizada neste mês, a Anvisa apontou que a empresa não cumpria integralmente as exigências da RDC 47, norma que estabelece regras de Boas Práticas de Fabricação para produtos saneantes.
A proibição, no entanto, foi suspensa temporariamente na sexta-feira (8), após recurso administrativo apresentado pela Química Amparo, que sustenta não haver contaminação nos produtos atualmente comercializados. Apesar disso, a Anvisa manteve a recomendação para que os consumidores evitem o uso dos itens.
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