Internação de menina no RN não teve relação com detergente Ypê
A criança foi diagnosticada com processo infeccioso, causado pelo parvovírus humano, sem qualquer relação com o detergente Ypê
Por Dinaldo dos Santos.
A suspeita de que um detergente da marca Ypê teria provocado a internação de uma menina de 10 anos, no Rio Grande do Norte, foi descartada após exames laboratoriais. De acordo com as autoridades de saúde, a criança foi diagnosticada com processo infeccioso, causado pelo parvovírus humano, sem qualquer relação com o produto de limpeza.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Natal informou que a menina de 10 anos internada após suposta infecção devido ao contato com o detergente Ypê, recebeu alta hospitalar no último dia 20, segundo informações do Hospital Varela Santiago.
Ainda de acordo com a SMS o Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS Natal) acompanha o caso e, segundo a avaliação dermatológica realizada na internação, a sugestão seria de que o adoecimento possa ter sido causado devido urticária multiforme e não sendo descartada a possibilidade de infecção por parvovírus humano, este ainda com investigações em andamento.
Ypê muda tratamento da água após contaminação
A Química Amparo, responsável pela marca Ypê, informou ter reformulado o sistema de tratamento de água, principal matéria-prima utilizada na fabricação de produtos líquidos, após uma fiscalização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária identificar contaminação bacteriana em lotes da empresa, em novembro de 2025.
Na ocasião, a Anvisa determinou o recolhimento de 14 lotes de lava-roupas líquidos após detectar a bactéria Pseudomonas aeruginosa em três produtos. Na última semana, a empresa voltou a sofrer sanções devido à reincidência de falhas no controle de qualidade.

A bactéria identificada pela Anvisa se desenvolve com facilidade em ambientes úmidos e pode provocar infecções que variam de irritações leves até pneumonia, principalmente em idosos, pacientes hospitalizados e pessoas imunossuprimidas.
Em nova inspeção realizada neste mês, a Anvisa apontou que a empresa não cumpria integralmente as exigências da RDC 47, norma que estabelece regras de Boas Práticas de Fabricação para produtos saneantes.
A proibição, no entanto, foi suspensa temporariamente na sexta-feira (8), após recurso administrativo apresentado pela Química Amparo, que sustenta não haver contaminação nos produtos atualmente comercializados. Apesar disso, a Anvisa manteve a recomendação para que os consumidores evitem o uso dos itens.
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