Siga o Aratu ON no GoogleE veja as notícias do Brasil e da Bahia com destaque nas suas buscas.
Adicionar

Maioria dos deputados baianos vota por brecha que pode beneficiar Bolsonaro

Suspensão de processo contra Alexandre Ramagem (PL) sobre trama golpista pode beneficiar ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)

Por Matheus Caldas.

A maioria dos deputados federais da Bahia votou a favor da suspensão da ação penal que apura a participação do deputado Alexandre Ramagem (PL) nos atos golpistas. A medida pode beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros investigados por envolvimento na trama. Ao todo, 19 parlamentares baianos votaram a favor, 15 foram contra, um se absteve e três não registraram voto (veja lista ao longo da matéria).

+ STF torna Bolsonaro e aliados réus por tentativa de golpe de Estado

A proposta, articulada pelo PL e aprovada na Câmara nesta quarta-feira (8) por 315 votos a 143, interrompe o processo contra Ramagem — acusado de atuar para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O texto abre brecha para que toda a ação penal seja paralisada, favorecendo também outros réus, inclusive Bolsonaro.

A medida tem efeito imediato e não precisa de aval do Senado. No entanto, quatro ministros do Supremo Tribunal Federal já sinalizaram que a decisão da Câmara é inconstitucional, por ultrapassar os limites da imunidade parlamentar definidos pela Constituição, segundo o jornal Folha de S. Paulo.

+ Bolsonaro cobra ação do STF após fala de Jerônimo: 'Discurso carregado de ódio'

Suspensão de ação contra Ramagem pode beneficiar Bolsonaro | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Como votaram os deputados da Bahia

A favor (19)

  • Adolfo Viana (PSDB)
  • Alex Santana (Republicanos)
  • Arthur Oliveira Maia (União)
  • Capitão Alden (PL)
  • Dal Barreto (União)
  • Diego Coronel (PSD)
  • Elmar Nascimento (União)
  • Gabriel Nunes (PSD)
  • João Leão (PP)
  • João Carlos Bacelar (PL)
  • Leur Lomanto Jr. (União)
  • Márcio Marinho (Republicanos)
  • Mário Negromonte Jr. (PP)
  • Neto Carletto (Avante)
  • Paulo Azi (União)
  • Ricardo Maia (MDB)
  • Roberta Roma (PL)
  • Rogéria Santos (Republicanos)

Contra (15)

  • Alice Portugal (PCdoB)
  • Bacelar (PV)
  • Daniel Almeida (PCdoB)
  • Félix Mendonça Jr. (PDT)
  • Ivoneide Caetano (PT)
  • Jorge Solla (PT)
  • Joseildo Ramos (PT)
  • Josias Gomes (PT)
  • Leo Prates (PDT)
  • Lídice da Mata (PSB)
  • Otto Alencar Filho (PSD)
  • Pastor Sargento Isidório (Avante)
  • Paulo Magalhães (PSD)
  • Valmir Assunção (PT)
  • Waldenor Pereira (PT)
  • Zé Neto (PT)

Abstenção (1)

  • Charles Fernandes (PSD)

Não votaram (3)

  • Antonio Brito (PSD)
  • José Rocha (União)
  • Raimundo Costa (Podemos)

Dos 36 parlamentares baianos que votaram, 13 são filiados a partidos que compõem ministérios de Lula - o que corresponde a 36% dos votos dos deputados eleitos pela Bahia. Veja abaixo:

  • MDB: Ricardo Maia
  • PSD: Diego Coronel, Gabriel Nunes
  • PP: João Leão, Mário Negromonte Jr.
  • União Brasil: Arthur Oliveira Maia, Dal Barreto, Elmar Nascimento, Paulo Azi, Leur Lomanto Jr.
  • Republicanos: Alex Santana, Márcio Marinho, Rogéria Santos

Diego Coronel (PSD), filho do senador Angelo Coronel (PSD), vota a favor de suspensão de ação contra Ramagem que pode beneficiar Bolsonaro | Foto: divulgação/Câmara

Um dos nomes da lista acima é o de Diego Coronel. Ele é filho de Angelo Coronel (PSD), ainda aliado do presidente Lula e do governador Jerônimo Rodrigues (PT). Ele, contudo, vive processo de crise na relação com a base lulista. Setores governistas enxergam movimentações de Coronel e seus filhos para migrar para a oposição ao PT na Bahia.

Do mesmo partido de Diego Coronel, o PSD, Otto Alencar Filho, filho do senador Otto Alencar, votou contra suspender a ação contra Ramagem. 

Bolsonaro beneficiado?

A articulação é vista por aliados de Bolsonaro como um precedente para barrar processos em curso no STF. Já a base governista promete recorrer à Suprema Corte. “Alguém vai provocar o Supremo, e o Supremo vai declarar inconstitucional”, afirmou o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ).

A crise pode aprofundar o atrito entre os Poderes, já que o STF havia alertado a Câmara de que só poderia sustar crimes cometidos após a diplomação do parlamentar. No caso de Ramagem, parte dos crimes atribuídos a ele ocorreram antes de sua posse.

Siga a gente no InstaFacebookBluesky e X. Envie denúncia ou sugestão de pauta para (71) 99940 – 7440 (WhatsApp).

Comentários

Importante: Os comentários são de responsabilidade dos autores e não representam a opinião do Aratu On.

Nós utilizamos cookies para aprimorar e personalizar a sua experiência em nosso site. Ao continuar navegando, você concorda em contribuir para os dados estatísticos de melhoria. Conheça nossa Política de Privacidade e consulte nossa Política de Cookies.