Mulher presa por racismo em boate no Rio Vermelho tem prisão preventiva decretada
Após passar por audiência de custódia nesta segunda, Aretuza obteve sua prisão flagrante convertida em prisão preventiva
Por Victor Souza.
A Justiça determinou a prisão preventiva de Aretuza Vieira Vila Henrique, nesta segunda-feira (27), em Salvador. Ela foi presa na madrugada deste domingo (27), pelo crime de racismo contra um segurança, na boate ‘Borracharia’, no bairro do Rio Vermelho.

Na ocasião, a mulher de 52 anos chamou o colaborador de ‘macaco' dentro do estabelecimento. Após passar por audiência de custódia nesta segunda, Aretuza obteve sua prisão flagrante convertida em prisão preventiva. A informação foi confirmada pelo delegado da Delegacia Especializada de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa - DECRIN, Ricardo Amorim, em entrevista à TV Aratu.
Segundo a reportagem, Vieira foi transferida para o presídio feminino no complexo da Mata Escura.
A Polícia Militar revelou ao Aratu ON que recebeu uma denúncia para averiguar um caso de racismo e injúria racial no interior do estabelecimento localizado na Rua Conselheiro Pedro Luiz. A PM disse à reportagem que a mulher foi encaminhada para uma unidade policial. Ela foi autuada em flagrante pelo crime de injúria racial e deve passar por audiência de custódia.
Racismo no Rio Vermelho
Em menos de uma semana, este é o segundo caso de racismo no bairro. Na última terça-feira (21). Uma idosa de 74 anos foi presa em flagrante suspeita de cometer injúria racial contra um policial militar, segundo o major Danilo Mascarenhas. O episódio ocorreu no Largo de Santana, no bairro do Rio Vermelho, em Salvador.
De acordo com o major, a ocorrência teve início após a mulher abordar um policial militar negro e questionar o uso de armas de grosso calibre nas ruas. Durante a interação, ao discordar das justificativas técnicas apresentadas pelo agente, a mulher teria atribuído a suposta falta de entendimento à cor da pele do policial.
"Ela disse que a divergência entre a explicação dele e o não entendimento dela era por conta da cor da pele", relatou o major Mascarenhas.
Ainda segundo o oficial, o policial chegou a alertar a suspeita de que ela poderia ser presa caso continuasse com as ofensas. Mesmo assim, a mulher teria insistido nas declarações. Ela foi detida no local e encaminhada à Central de Flagrantes. Durante o trajeto, também foi autuada por desacato à autoridade. A idosa passou por audiência de custódia na quarta-feira (22).

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