Médico preso por assédio sexual é solto após audiência de custódia em Salvador
Médico preso por assédio sexual em uma clínica de Pirajá passou por audiência de custódia nesta quinta-feira (9)
Por Ananda Costa.
O médico ortopedista Alexandre El Sarli Dias, denunciado por assédio sexual durante um atendimento em Salvador, passou por audiência de custódia nesta quinta-feira (9) e recebeu alvará de soltura.

O suspeito foi preso em flagrante pelo crime de importunação sexual contra uma jovem de 18 anos na noite de terça-feira (7), na Unidade de Emergência de Pirajá. Na ocasião, a vítima relatou que realizou uma consulta de retorno com o médico após sofrer uma fratura em um dos dedos. Entretanto, Alexandre teria dirigido à paciente investidas de cunho sexual.
Além dessa vítima, outra denúncia foi feita contra o profissional. Uma mulher, que preferiu não se identificar, afirmou também ter sido vítima de assédio por parte do médico.
Alexandre foi inicialmente conduzido à Central de Flagrantes, nos Barris, e o processo foi encaminhado para a Casa da Mulher Brasileira. Com a decisão judicial, o médico responderá ao processo em liberdade provisória.
Médico preso por assédio sexual em Salvador

Antes da audiência de custódia, o Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb) informou que instaurou uma sindicância para apurar a conduta do médico Alexandre Hussein.
Em nota, o órgão afirmou que tomou conhecimento do caso por meio da imprensa e que a Corregedoria do Cremeb abriu uma sindicância, procedimento instaurado por iniciativa do próprio conselho para verificar os fatos e avaliar eventual infração ética.
A investigação administrativa do Cremeb é independente do inquérito criminal conduzido pela Polícia Civil e tem como objetivo apurar se houve violação ao Código de Ética Médica. Caso sejam encontrados indícios de infração ética, a sindicância poderá resultar na abertura de um Processo Ético-Profissional (PEP), garantindo ao médico o direito ao contraditório e à ampla defesa.
Ao fim do processo, se houver condenação, as sanções previstas na legislação que regulamenta os Conselhos de Medicina podem variar desde advertência confidencial e censura até a suspensão do exercício profissional por até 30 dias. Nos casos considerados de extrema gravidade, o Conselho Federal de Medicina (CFM) poderá aplicar a pena de cassação do registro profissional, impedindo o médico de exercer a medicina.
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