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Doenças respiratórias aumentam na Bahia mesmo sem frio intenso; saiba se proteger

Especialistas alertam sobre aumentam de doenças respiratórias como gripe, rinite, sinusite e Covid-19 e reforçam importância da vacinação e da prevenção

Por Laraelen Oliveira.

Embora a Bahia não registre temperaturas tão baixas quanto as regiões Sul e Sudeste do país, o inverno também é marcado pelo aumento das doenças respiratórias. Gripe, rinite, sinusite, Covid-19 e outras infecções virais costumam apresentar maior circulação nesta época do ano devido às mudanças climáticas, à menor ventilação dos ambientes e ao aumento da permanência das pessoas em locais fechados.

Dados da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) mostram que a circulação de vírus respiratórios continua elevada em 2026. Até a 20ª Semana Epidemiológica, o estado registrou 4.272 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e 137 mortes. As maiores incidências ocorreram entre crianças menores de cinco anos e idosos, considerados grupos mais vulneráveis às complicações respiratórias.

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As doenças respiratórias podem começar com sintomas leves, como coriza e dor de garganta, mas evoluir rapidamente em crianças, idosos e pessoas com baixa imunidade/Foto: Freepik 

O cenário também tem aumentado a pressão sobre os hospitais baianos. No Hospital do Oeste, em Barreiras, por exemplo, houve um crescimento de 120% nos casos de SRAG entre janeiro e abril deste ano, passando de 15 notificações em janeiro para 33 em abril, principalmente nos setores de emergência e pediatria.

Além disso, a Sesab informou que, somente até o início de abril, a Bahia contabilizou 1.990 hospitalizações por síndromes respiratórias graves. As solicitações de leitos de UTI pediátrica cresceram 28,9% no primeiro trimestre deste ano em comparação com o mesmo período de 2025, evidenciando o impacto das infecções respiratórias na rede pública de saúde.

Por que os casos de doenças respiratórias aumentam na Bahia?

Segundo orientações da própria Sesab, o inverno baiano reúne condições que favorecem a disseminação dos vírus respiratórios. Embora as temperaturas permaneçam relativamente elevadas, há aumento da umidade em algumas regiões, maior permanência das pessoas em ambientes fechados e com pouca circulação de ar, além da sazonalidade natural dos vírus respiratórios.

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Além da gripe, vírus como o sincicial respiratório (VSR), rinovírus e adenovírus também estão entre os principais causadores das doenças respiratórias durante o inverno/Foto: Freepik 

Mudanças bruscas de temperatura ao longo do dia podem agravar doenças alérgicas, como rinite e sinusite, aumentando a procura por atendimento médico. Na Policlínica de Narandiba, em Salvador, a demanda por consultas em otorrinolaringologia cresceu 18,4% durante o outono de 2025 em relação ao verão, principalmente devido a casos de rinite, gripes, resfriados, sinusites e amigdalites.

Como reduzir o risco de doenças respiratórias no inverno?

As autoridades de saúde recomendam medidas simples que ajudam a diminuir a transmissão dos vírus e reduzem o risco de complicações:

  • Manter a vacinação contra a gripe e a Covid-19 em dia;

  • Higienizar as mãos com frequência;

  • Evitar contato próximo com pessoas que apresentem sintomas gripais;

  • Manter os ambientes bem ventilados;

  • Beber bastante água para manter as vias respiratórias hidratadas;

  • Cobrir nariz e boca ao tossir ou espirrar;

  • Utilizar máscara caso apresente sintomas respiratórios ou pertença aos grupos de maior risco, especialmente em locais fechados e unidades de saúde;

  • Procurar atendimento médico caso os sintomas persistam ou haja falta de ar, febre alta ou piora do quadro clínico.

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Dormir bem, manter uma alimentação equilibrada e praticar atividades físicas ajudam a fortalecer o sistema imunológico e reduzir o risco de doenças respiratórias/Foto: Freepik

Vacinação continua sendo a principal proteção

A Sesab reforça que a vacinação contra a influenza permanece disponível nos municípios baianos e continua sendo a forma mais eficaz de prevenir casos graves, hospitalizações e mortes causadas pelos vírus respiratórios.

A recomendação é que crianças, idosos, gestantes, puérperas, pessoas com doenças crônicas, profissionais da saúde e demais grupos prioritários mantenham a caderneta de vacinação atualizada. A secretaria também orienta que qualquer pessoa com sintomas respiratórios evite contato com indivíduos mais vulneráveis até a recuperação completa.

A vacinação contra a gripe foi ampliada para toda a população a partir dos seis meses de idade na Bahia. A medida entrou em vigor e contempla os 417 municípios do estado, conforme orientação da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab). 

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