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23/12/2023 10h51 | Atualizado em 23/12/2023 11h01

Síndrome de fim de ano: especialista fala como lidar com a tristeza e depressão da “Dezembrite”

Embora para algumas pessoas esse período traga felicidade, para muitas outras esta é uma época difícil.

Síndrome de fim de ano: especialista fala como lidar com a tristeza e depressão da “Dezembrite” Foto: ilustrativa
Da Redação

Final de ano se aproximando e as celebrações começam a acontecer. Elas trazem consigo uma atmosfera de alegria coletiva e altas expectativas para o próximo ano. Embora para algumas pessoas esse período traga felicidade, para muitas outras esta é uma época difícil, marcada por uma sobrecarga de sintomas emocionais e psicológicos que resultam na chamada “Síndrome de fim de ano”.

Também conhecida como “Dezembrite”, essa síndrome é caracterizada por potencializar sentimentos de tristeza, solidão, melancolia, ansiedade, irritabilidade e estresse.

Nayara Barreto, professora do curso de Psicologia da Universidade Salvador (UNIFACS), pontua que entre as possíveis razões para desenvolver esta condição está a angústia causada pelo encerramento do ano e a frustração por não conseguir cumprir todas as metas estipuladas durante o período.

“Aliado a isso, temos também o cansaço físico que contribui para que o sujeito sinta essa angústia em maior intensidade e tenha mais dificuldade para conseguir lidar com ela”, avalia.

Medidas para prevenir ou amenizar os impactos

Para evitar ou manejar o sentimento de tristeza nesse período é fundamental adotar práticas focadas no bem-estar emocional. De acordo com a psicóloga, uma estratégia eficaz pode ser focar nos progressos feitos ao longo do ano, ainda que nem todas as metas tenham sido alcançadas. É importante internalizar que não há problema em não atingir todos os objetivos almejados durante aquele espaço de tempo.

A docente da UNIFACS também indica técnicas de combate a ansiedade, como por exemplo incorporar atividades prazerosas à rotina diária e reservar momentos dedicados ao descanso físico, visando uma absorção mais eficaz dos sentimentos.

“Lembrando sempre que nenhuma dessas dicas substituem o acompanhamento profissional. Além disso, em situações de crise no final de ano, os serviços de emergência psiquiátrica estão sempre à disposição”, ressalta Nayara Barreto.

Onde buscar ajuda?

É importante reconhecer a necessidade de ajuda antes de dar o primeiro passo. O Centro de Valorização da Vida (CVV) presta um serviço voluntário e gratuito de apoio emocional e prevenção do suicídio para todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo e anonimato.

O contato pode ser feito através do telefone 188 (24 horas e sem custo de ligação), pessoalmente (nos mais de 120 postos de atendimento) ou pelo site, por chat e e-mail.

Em Salvador, o contato presencial pode ser feito na unidade localizada na Rua do Bângala, Nº. 47/99 Nazaré, com atendimento 24h.

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) fez uma lista de atendimentos gratuitos e de baixo custo, em Salvador. Clique aqui para conferir.

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