Deputado baiano preso pode escolher representante da família para disputar eleições 2026
Deputado baiano preso já é réu em duas ações penais desde o final de 2023, resultado da 'Operação El Patrón'
Por Da redação.
O deputado estadual, Binho Galinha (Avante), pode escolher um representante de sua família para sucede-lo nas eleições de 2026. Isso porque, o parlamentar está preso desde outubro de 2025 e pode não disputar a reeleição na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). O deputado já é réu em duas ações penais desde o final de 2023, resultado da 'Operação El Patrón', onde foi preso. Na época, 15 pessoas foram denunciadas pelo MP-BA por envolvimento com o grupo criminoso liderado por ele.

Para manter o posto e o seu redutor eleitoral, o deputado teria como aposta na disputa eleitoral a sua esposa, Mayana Cerqueira da Silva ou seu filho, João Guilherme Cerqueira da Silva Escolano. A ideia chega em meio aos estudos de Binho em manter sua candidatura e o novo mandato, podendo evitar novas acusações.
No entanto, segundo informações do Bahia Notícias com interlocutores da sigla, o deputado ainda não desistiu de estar nas urnas em 2026, tendo em vista que, com um novo mandato, manteria a prerrogativa de foro para outras acusações. Além disso, caso disputasse as eleições e tivesse exito no resultado, ele teria como articular a própria defesa.
Vale lembrar que apesar da possibilidade de Mayana e João serem cotados para receber os votos do deputado, eles já foram presos no âmbito da Operação El Patrón, deflagrada pela primeira vez em dezembro de 2023. Foi na ação, que o deputado foi alvo e preso, onde permanece em uma sala de Estado-Maior no Centro de Observação Penal (COP), no Complexo Penitenciário da Mata Escura, em Salvador.
Deputado baiano preso pode escolher representante da família para disputar eleições 2026
O deputado estadual, Binho Galinha, é apontado como líder de uma organização criminosa, que atua principalmente na região de Feira de Santana e adota práticas de milícia. De acordo com as investigações das 'Operações El Patrón' e 'Estado Anômico', o grupo é suspeito de cometer diversos crimes, incluindo:
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Lavagem de dinheiro;
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Obstrução de justiça;
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Jogo do bicho e agiotagem;
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Comércio ilegal de armas;
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Usurpação de função pública;
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Tráfico de drogas.
Durante buscas, a Polícia Federal (PF) localizou um carro blindado de propriedade do deputado. O veículo foi encontrado em uma área de mata, em Feira de Santana, com a chave escondida na roda.
Prisão sem justificativa e nula
A defesa de Binho Galinha, feita pelos advogados Gamil Foppel e Robson Oliveira da Silva, aponta nove tópicos sobre a situação envolvendo o parlamentar. O primeiro diz que Binho “jamais esteve foragido” e que, por ter comparecido judicialmente por duas vezes ao fórum, sem que fosse preso, mesmo com um pedido de prisão preventivo decretado em 19 agosto, mostra que a liberdade do deputado não corresponde a “risco algum existe para o processo”.
“O deputado Kléber Cristian Escolano de Almeida e seus familiares reafirmam sua plena inocência e não se curvarão diante do que se configura como uma evidente perseguição”, diz um trecho do comunicado.
Com relação ao pedido de prisão preventiva, os advogados afirmam que o mesmo “é manifestamente nula” por ter sido decretada por uma “autoridade judicial absolutamente incompetente para julgar o caso” e que apenas “a 2ª Vara Criminal de Feira de Santana/BA teria competência para o processamento”, e não o judiciário de Salvador.
Os desdobramentos da Operação El Patrón, a qual Binho é o principal investigado, prenderam 10 pessoas, incluindo o filho do deputado, João Guilherme Cerqueira da Silva Escolano, e a esposa, Mayana Cerqueira da Silva. Sobre essas prisões, a defesa afirmou que prender os familiares de Binho Galinha “é uma ação desproporcional e desumana. A medida resultou no completo desamparo de uma menor de 11 anos [filho do deputado], configurando um ato que atenta gravemente contra a dignidade humana, fazendo letra morta o princípio da proteção integral previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente”.
Ao final do documento, a defesa ainda afirma que a Operação Estado Anômico “foi marcada por excessos e ilegalidades”, além de apontar “ausência de provas” para justificar as investidas da Justiça.
Por fim, a defesa de Binho Galinho afirma que está adotado "todas as medidas judiciais cabíveis" e que o deputado "Reafirma a sua crença em uma Justiça técnica, imparcial, que, de forma verdadeira e genuína, cumpra sua missão constitucional de julgar as pessoas em razão dos fatos".

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