Justiça Federal proíbe boca de urna nas eleições para reitoria da UFBA

Decisão atende pedido da Chapa 1 – Mais UFBA: Justiça Federal proíbe boca de urna nas eleições para reitoria da UFBA

Por João Tramm.

A Universidade Federal da Bahia deverá adotar regras mais rígidas durante as eleições para reitor(a), marcadas para os dias 20 e 21 de maio. A Justiça Federal proíbe boca de urna nas eleições para reitoria da UFBA

A decisão acolheu um pedido de tutela de urgência apresentado pela Chapa 1 – Mais UFBA e determinou a proibição integral de práticas como boca de urna, pressão sobre eleitores e captação de votos em todos os campi da universidade.

Justiça Federal proíbe boca de urna nas eleições para reitoria da UFBA

Justiça Federal proíbe boca de urna nas eleições para reitoria da UFBA

A decisão foi assinada pelo juiz federal Ávio Mozar José Ferraz de Novaes, da 12ª Vara da SJBA. O magistrado suspendeu trechos de normas internas da universidade por entender que as regras eram insuficientes ao restringirem a proibição apenas às proximidades das mesas de votação.

Segundo o juiz, a limitação poderia colocar em risco a legitimidade do processo eleitoral e até provocar eventual anulação do pleito, gerando impactos institucionais e prejuízos financeiros. Na decisão, ele ressaltou que a prática de boca de urna é proibida pela legislação brasileira e que a consulta para escolha da reitoria deve respeitar as normas federais vigentes.

A UFBA deverá divulgar amplamente a determinação em seus canais oficiais e orientar fiscais e equipes responsáveis para garantir o cumprimento das medidas. Em caso de descumprimento, foi fixada multa diária de R$ 10 mil.

A decisão já está em vigor, e a expectativa é de acompanhamento rigoroso por parte da comunidade acadêmica durante os dias de votação para assegurar a lisura e a legitimidade do resultado das urnas.

Eleição na UFBA

Universidade Federal da Bahia (Ufba) promoveu, na última quinta-feira (14), debates oficiais entre as chapas inscritas na eleição para reitor e vice-reitor da instituição.

Segundo a universidade, os encontros têm como objetivo ampliar o diálogo sobre as propostas apresentadas pelas candidaturas e esclarecer a comunidade acadêmica sobre o processo eleitoral.

Outro momento que marcou o processo eleitoral foi quando, no início de maio, a Ufba foi obrigada pela Justiça a retirar uma nota institucional que criticava o vice-reitor. Na decisão, o juiz Carlos D’Ávila Teixeira entendeu que o conteúdo publicado pela universidade possuía caráter eleitoreiro e favorecia a chapa apoiada pelo atual reitor, Paulo César Miguez, encabeçada pelo ex-reitor e candidato João Carlos Salles.

Foto: Rosana Bonfim / UFBA

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