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Quem está planejando o futuro do Brasil?

Paulo Cavalcanti
Colunista On: Paulo CavalcantiEmpresário, advogado e presidente do Conselho Superior da Associação Comercial da Bahia
Quem está planejando o futuro do Brasil?Foto: Redes Sociais

Foto: Redes Sociais

A China tem um projeto para o Brasil. Os Estados Unidos também. A Europa igualmente. Todos olham para o nosso país pensando nos seus interesses estratégicos de longo prazo. A pergunta que realmente importa agora é outra: o Brasil também tem um projeto para si mesmo?

Vivemos discutindo quem será o próximo presidente da República. A polarização domina o debate público, e as disputas eleitorais ocupam praticamente todo o espaço. Mas, em meio a tudo isso, alguém apresenta um projeto consistente de país para os próximos 20, 30 ou 40 anos?

Uma nação não se constrói sem planejamento. Não existe futuro sem estratégia. É preciso pensar nos nossos pesquisadores, nos nossos professores, nos nossos trabalhadores, nas nossas indústrias, nos nossos recursos minerais e em toda a riqueza que o Brasil possui.

Ninguém investe no Brasil por acaso. Nenhum país constrói pontes, instala fábricas ou compra ativos estratégicos, como empresas e minerações, sem pensar no interesse de seus acionistas e, principalmente, no interesse do seu próprio país. Todos agem olhando para o futuro.

Por que nós não fazemos o mesmo?

Precisamos construir um planejamento estratégico de longo prazo para o Brasil. E faço aqui uma provocação, especialmente à classe produtiva: se os candidatos à Presidência não apresentam com clareza qual é o seu projeto de longo prazo para a nação, talvez seja a hora de a sociedade apresentar o seu.

Independentemente de quem ocupe o Palácio do Planalto, o Brasil precisa ter uma agenda permanente de desenvolvimento. Governos passam. A nação permanece. E é para ela que devemos olhar.

Como ponto de partida, apresento duas propostas que considero fundamentais.

A primeira é a tolerância zero à corrupção. Corrupção não cabe em uma República democrática. Ela compromete o desenvolvimento, destrói a confiança e atrasa o país.

A segunda é a busca permanente pela eficiência, que, aliás, já é um princípio garantido pela Constituição. Precisamos de eficiência no serviço público, na educação pública, na segurança pública e na saúde. Esses não são favores prestados ao cidadão; são direitos que precisam ser assegurados com qualidade.

Acredito que apenas essas duas diretrizes já apontam um caminho para o Brasil que queremos construir: um país mais próspero, mais eficiente e preparado para disputar espaço no cenário mundial.

Agora, quero ampliar essa reflexão. Quais deveriam ser as prioridades de um planejamento estratégico para o Brasil? Que pautas precisam orientar o futuro da nossa nação?

A discussão é urgente e pede a participação de todos. Afinal, o futuro do Brasil é da nossa conta. E ele começa agora.

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Paulo Cavalcanti

Paulo Cavalcanti

Empresário, advogado e presidente do Conselho Superior da Associação Comercial da Bahia

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