Plano Inclinado Liberdade-Calçada deve voltar a funcionar até o fim de julho
Após reparos, Plano Inclinado Liberdade-Calçada pode voltar a funcionar até o fim deste mês, diz Semob
Por Rosana Bomfim.
Após quase três meses de funcionamento suspenso, o Plano Inclinado Liberdade-Calçada poderá voltar a operar até o fim deste mês. A previsão é da Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob), responsável pela requalificação e manutenção do equipamento.

Segundo a prefeitura, a intervenção faz parte de um programa permanente de conservação dos ascensores de Salvador, com o objetivo de garantir a segurança dos usuários, a continuidade da operação e a preservação de equipamentos que integram o patrimônio histórico da capital baiana.
Além do Plano Inclinado Liberdade-Calçada, que teve o funcionamento suspenso desde o mês de abril deste ano, as ações de manutenção contemplam o Elevador Lacerda, o Plano Inclinado Gonçalves, o Plano Inclinado Pilar e o Elevador do Taboão.

O Plano Inclinado Liberdade-Calçada, o mais novo da cidade, passa por uma reforma completa nos bondinhos e na estação. Entre os serviços executados estão intervenções no sistema elétrico, substituição de janelas e rodas, recuperação estrutural, troca do piso e nova pintura.
A obra tinha previsão inicial de conclusão em 45 dias, mas sofreu atraso. De acordo com a Semob, a expectativa agora é que os serviços sejam finalizados até o fim de julho, permitindo a retomada da operação do equipamento.
Equipamentos fazem parte da identidade de Salvador
Para o historiador Rafael Dantas, os ascensores da capital têm importância que vai além da mobilidade urbana. Segundo ele, esses equipamentos são elementos fundamentais da história e da identidade de Salvador.
"O principal ponto é que Salvador sempre teve sua identidade urbana voltada para a Baía de Todos-os-Santos, sendo conhecida como a cidade dividida entre Cidade Alta e Cidade Baixa. Nesse contexto, os equipamentos de transporte vertical, como os ascensores, elevadores e planos inclinados, que surgiram a partir do século XIX, sempre tiveram grande relevância. Além de funcionarem como meios de transporte, eles se tornaram referenciais urbanos da cidade", afirmou.

O historiador destaca que preservar esses equipamentos significa manter viva parte da memória da capital baiana e reforçar um dos principais símbolos da cidade para moradores e turistas.
Segundo Rafael Dantas, o abandono dessas estruturas representaria perdas que vão além do aspecto funcional.
"Se esses equipamentos deixassem de ser preservados ou entrassem em desuso, haveria uma lacuna na preservação da história local."
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