Empresário tem prisão preventiva decretada após agredir mulher em Salvador
Empresário foi preso em flagrante após agredir a companheira em um bar no bairro da Saúde, em Salvador
O empresário Luan Ferrari, dono do bar Escritório da Gadeha, no bairro da Saúde, em Salvador, teve a prisão preventiva decretada após ser preso em flagrante por agredir a companheira, na madrugada do último domingo (12). A decisão foi proferida pela 3ª Vara das Garantias de Salvador durante audiência de custódia realizada na segunda-feira (13).
Segundo a decisão, obtida pelo Aratu On, o casal mantinha um relacionamento desde abril de 2024 e possuía um histórico de conflitos e episódios recorrentes de violência doméstica.

De acordo com o processo, a vítima relatou que sofreu diversos socos no rosto durante a agressão. Ela teve fratura no osso nasal, além de outras lesões faciais, e precisará passar por cirurgia de redução bucomaxilofacial. Exames realizados na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) dos Barris e no Hospital Geral do Estado (HGE) confirmaram as lesões, apontando edema, desvio do osso nasal e intenso sangramento.
Ainda conforme a decisão, policiais militares encontraram a mulher com o rosto coberto de sangue quando atenderam à ocorrência. Os agentes também relataram que as discussões entre o casal eram frequentes. Imagens registradas após o episódio mostram a vítima com o rosto bastante machucado em decorrência das agressões.
O magistrado destacou que a mulher já havia solicitado anteriormente medidas protetivas de urgência contra Luan Ferrari e chegou a encerrar o relacionamento. No entanto, o casal retomou a convivência posteriormente.
Ao decretar a prisão preventiva, o juiz entendeu que há indícios suficientes de autoria e materialidade do crime, além de risco concreto à integridade física da vítima caso o investigado permanecesse em liberdade. A decisão também ressalta que o histórico de violência doméstica e familiar justifica a manutenção da prisão para garantir a ordem pública e a proteção da mulher.
Medidas protetivas
Além da prisão preventiva, a Justiça concedeu medidas protetivas de urgência previstas na Lei Maria da Penha em favor da vítima. Entre elas, estão a proibição de aproximação e de contato por qualquer meio, além de outras restrições destinadas a preservar sua integridade física e psicológica.
O que diz a defesa

Durante a audiência de custódia, a defesa pediu a concessão de liberdade provisória, com aplicação de medidas cautelares diversas da prisão. Subsidiariamente, solicitou a substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar, alegando que Luan Ferrari necessita de recuperação em razão de uma lesão no braço.
A defesa também sustentou que o empresário teria agido em legítima defesa e apresentou vídeos que, segundo os advogados, demonstrariam que a vítima portava uma faca durante a discussão.
Na decisão, porém, o magistrado afirmou que os vídeos não são suficientes para afastar os indícios de autoria nesta fase do processo e destacou que a alegação de legítima defesa será analisada no decorrer da instrução criminal, juntamente com as demais provas. O juiz também rejeitou o pedido de prisão domiciliar por entender que não ficou comprovada a necessidade da medida.
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