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Motofaixa em Salvador: veja quais avenidas podem ter faixa exclusiva para motos

Após a experiência na Bonocô, Transalvador avalia ampliar o modelo para outras vias da capital; projetos para ACM e Juracy Magalhães dependem de autorização federal

Por Victor Hernandes.

Salvador pode ampliar o uso de motofaixas, corredores exclusivos destinados à circulação de motociclistas. Após a experiência implantada na Avenida Mário Leal Ferreira, a Bonocô, a Prefeitura de Salvador chegou a avaliar outras vias que podem receber o modelo, desde que atendam aos critérios técnicos estabelecidos para a implantação.

Av. Luís Eduardo Magalhães está entre as vias que podem ser readequadas para receber uma motofaixa em Salvador.

A primeira motofaixa da capital baiana foi instalada na Bonocô em março de 2025. Pouco mais de um ano após a implantação, a Superintendência de Trânsito de Salvador (Transalvador) avaliou que a experiência apresentou resultados positivos.

Em maio deste ano, a gestão municipal já estudava a possibilidade de ampliar o modelo para outros corredores de grande circulação, entre eles as avenidas Juracy Magalhães Júnior e Antônio Carlos Magalhães (ACM).

No entanto, segundo o superintendente da Transalvador, Diego Brito, outras avenidas também poderiam receber o equipamento, desde que sejam feitas adequações para atender aos critérios técnicos.

Avenida Luís Eduardo Magalhães pode receber motofaixa

Em entrevista ao Aratu On, Diego Brito afirmou que a Avenida Luís Eduardo Magalhães é uma das vias que poderiam ser readequadas para receber uma motofaixa. Atualmente, a avenida possui velocidade máxima regulamentada de 70 km/h. Para receber o corredor exclusivo para motocicletas, seria necessário reduzir esse limite para 60 km/h, segundo o gestor.

O superintendente também destacou que a existência de cruzamentos é um dos fatores analisados antes da implantação das motofaixas, já que esses pontos podem aumentar os riscos de acidentes envolvendo motociclistas.

“A Luis Eduardo Magalhães é uma via de 70 km/h. A Avenida Garibaldi é uma via de 70 km/h, mas, tem a questão dos cruzamentos. Na Avenida Luis Eduardo já não tem esses cruzamentos, mas a gente teria que readequar para 60 km/h. A Suburbana já é uma via de velocidade tranquila de 50, em alguns trechos de 60 no máximo, e tem várias faixas elevadas, então não comportaria. E na Avenida Oceânica, toda, até Itapuã, a gente também não pensa em implantar devido aos cruzamentos”, revelou ao site. 

Diego também atualizou à reportagem sobre os detalhes para que a Senatran autorize a implantação do sistema nas avenidas Juracy Magalhães e ACM (segunda via com mais sinistros envolvendo motociclistas). Segundo ele, o início da implantação ainda aguarda a liberação do órgão federal, que havia suspendido as autorizações em grande escala. 

“Enviamos um projeto para a Senatran da Avenida Juracy Magalhães e da Avenida ACM, que fica em segundo lugar em número de sinistros envolvendo motociclistas. [...] Mas toda nova implantação depende da autorização da Senatran. Então esse projeto ainda depende da autorização. Eles tinham suspenso as autorizações e a gente está lutando. Agora mesmo nossa gerente de projetos está em Brasília participando de workshop, de uma oficina para falar sobre motociclista, para falar sobre faixa para ver se a gente consegue implantar na Avenida Juracy e na Avenida ACM”, contou. 

Quais avenidas podem receber motofaixa em Salvador?

Além da Avenida Luís Eduardo Magalhães, outras vias da capital baiana foram avaliadas.

  • Avenida Juracy Magalhães Júnior: a Transalvador elaborou um projeto para implantação da motofaixa na avenida. A proposta ainda depende de autorização da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran).

 

  • Avenida ACM: também está entre as vias estudadas pela Prefeitura. Segundo a Transalvador, a avenida ocupa o segundo lugar em número de sinistros envolvendo motociclistas e também depende de autorização federal para receber o equipamento.

 

  • Avenida Luís Eduardo Magalhães: poderia ser adaptada para receber uma motofaixa, mas seria necessário reduzir a velocidade máxima de 70 km/h para 60 km/h.

 

  • Avenida Garibaldi: também possui velocidade regulamentada em 70 km/h, mas a presença de cruzamentos é apontada como um fator que dificulta a implantação.

 

  • Avenida Suburbana: não é considerada adequada para o modelo em toda a sua extensão. A via possui trechos com velocidade de 50 km/h e outros de até 60 km/h, além de faixas elevadas.

 

  • Avenida Oceânica: a Transalvador também não prevê, neste momento, a implantação de motofaixa na região devido à quantidade de cruzamentos.

Motofaixa da Bonocô

Salvador foi a terceira capital brasileira autorizada pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) a adotar esse modelo viário. Na Bonocô, a motofaixa foi posicionada entre as faixas 1 e 2, próximas ao canteiro central, com sinalização em linhas tracejadas nas cores azul e branca. Mesmo com a mudança, a avenida permaneceu com quatro faixas para veículos em cada sentido.

Até o fim de abril deste ano, a via registrou 85 acidentes, sendo 79 com envolvimento de motocicletas. Nenhuma dessas ocorrências aconteceu dentro da área destinada à motofaixa.

Com a implantação do corredor exclusivo, o limite de velocidade na via passou para 60 km/h, regra que também é seguida pelos motociclistas que utilizam a motofaixa.

Atualmente, a Transalvador realiza estudos técnicos para verificar a viabilidade de expandir o projeto para outras avenidas da capital. Entre os critérios analisados estão fluxo de veículos, características estruturais das vias, segurança no trânsito e comportamento dos condutores.

Mortes de motociclistas

Em julho de 2025, a Transalvador informou que as mortes de motociclistas no trânsito tiveram redução, na capital baiana, nos seis primeiros meses deste ano. A informação é da Prefeitura Municipal de Salvador.

No período, a Superintendência de Trânsito de Salvador (Transalvador) registrou uma diminuição de 37% na quantidade de mortes desses condutores se comparado com o primeiro semestre de 2024.

Em 2025, foram notificados 22 óbitos de condutores de motos em decorrência de sinistros de trânsito, contra 35 na primeira metade do ano anterior.

No geral, contabilizando todos os acidentes registrados na cidade, no primeiro semestre de 2025 houve uma queda de 19% na quantidade de vítimas fatais. Este ano, 61 pessoas perderam as vidas devido algum tipo de negligência e imprudência no trânsito. 

Em 2024, esse número chegou a 75 no período. Houve, ainda, redução de 25% nas mortes de condutores de carro, passando de quatro registros para três ocorrências. Os ciclistas mortos no trânsito diminuíram de dois para um no primeiro semestre deste ano.

Motofaixa

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