Liberação total da BR-324 após surgimento de cratera será definida na segunda-feira
Liberação total da BR-324 será estudada após o asfalto ceder e abrir uma cratera na pista
Por Victor Hernandes.
O Departamento Nacional de Trânsito (DNIT) vai definir na próxima segunda-feira (13) o prazo para o fechamento da cratera e liberação total do km 604, da BR-324. O trecho está parcialmente interditado, desde a última terça-feira (7) após o asfalto ceder e formar uma cratera no local.

Em entrevista ao AratuON, nesta sexta-feira (10), o superintendente do DNIT, Roberto Alcantara, revelou que um diagnóstico completo sobre o problema deve ser concluído entre o próximo domingo e a próxima segunda.
“A nossa expectativa é de que, no máximo até segunda-feira, nós já tenhamos fechado um diagnóstico. Amanhã, durante todo o dia, nós vamos fazendo uma série de ensaios e de procedimentos aqui para poder identificar o problema”.
Segundo o representante, a partir de segunda-feira, as obras de fechamento definitivo devem levar em torno de 72 horas (3 a 4 dias), indicando uma possível liberação total da pista por volta de quarta-feira.
“Fechado esse diagnóstico a gente espera que amanhã faça todos esses ensaios e até domingo a gente consiga ter todos os relatórios, a partir de segunda nós iniciaríamos o procedimento de fechar. Iniciando o procedimento, nós estimamos em torno de 72 horas aí para você fechar, já com o asfalto”, explicou à reportagem.
Contudo, o porta-voz ressalta que, por se tratar de uma estrutura subterrânea com mais de 30 anos, novos imprevistos podem surgir durante a execução.
“Como estou dizendo, esse bueiro aqui ele tem mais de 30 anos de construído. É como se fosse fazer uma reforma de uma casa antiga, velha e aí começa a mexer uma coisa, cai uma parede, outros problemas vão surgindo”, apontou.
Liberação total da BR-324 após surgimento de cratera será definida na segunda-feira
Roberto disse ainda que o motivo principal que ocasionou o asfalto ceder e a cratera é uma infiltração de água subterrânea naquele ponto específico da rodovia, o que está provocando uma fuga de material (escoamento da terra por baixo do asfalto, fazendo a pista ceder).
Ele também indicou que, embora exista um bueiro antigo com mais de 20 metros de profundidade no local, a água da infiltração não está vindo dele.
"Está havendo infiltração de água. A gente precisa compreender, primeiro, de onde é que está vindo esta água. Porque não é do bueiro. Nós temos um bueiro a mais de 20 metros, e não é dele. Então está entrando água na rodovia, e não é água do bueiro. Entra uma água, que não é do bueiro, porém ela está indo para algum lugar no subsolo que a gente está tentando identificar”, contou.
Liberação total da BR-324 será definida na segunda-feira
O representante disse ao site que o andamento dos trabalhos e a definição das técnicas que serão utilizadas dependem dos ensaios agendados para o dia seguinte. Se os estudos não tiverem conclusão novas tecnologias ou escavações profundas podem ser exigidas. Inicialmente, estima-se o uso de 2 mil toneladas de material para tapar o buraco atual, com previsão de conclusão em 72 horas (3 dias) a partir de segunda-feira (o que indicaria uma liberação na quinta-feira).
Porém, se for necessário cavar mais, o volume pode subir para 4 mil toneladas e o tempo de execução pode dobrar para 6 dias.
“Pelo tamanho do buraco que está aberto nós estamos dimensionando uma quantidade em torno de 2 mil toneladas de material para poder fechar o buraco, no que tem hoje. Mas se os ensaios disserem que nós vamos ter que perfurar, cavar um pouco mais, essas 2 mil pode ir para 4 mil. (...)
“E aí os três dias podem ir para seis. Então assim, tudo fica condicionado aos ensaios que serão realizados amanhã.
O superintendente destacou, entretanto, que não divulgará prazos definitivos de liberação da pista antes de segunda-feira para manter a transparência e evitar cobranças baseadas em falsas expectativas perante a opinião pública e as empresas que dependem da rodovia.
Ele explicou ainda que uma das opções mais rápidas e seguras cogitadas é injetar cimento diretamente no solo por meio de sondas. No entanto, isso só será feito se a tomografia não apontar "vazios" muito grandes no subsolo, o que geraria um consumo infinito de material sem eficácia.
PRF interdita BR-324 após asfalto ceder
O trânsito na BR-324 ficou congestionado na última terça-feira (7) após a Polícia Rodoviária Federal (PRF) interditar parcialmente a rodovia devido a pista ceder. O bloqueio ocorreu no sentido Feira de Santana, próximo à antiga base da PRF, em Simões Filho.
Outro trecho da BR-324 também foi parcialmente bloqueado devido a um defeito na pista. A interdição ocorre no km 604 da rodovia, no sentido Feira. Imagens enviadas ao Aratu On mostraram agentes da PRF isolando uma parte da pista para evitar riscos aos motoristas. A interdição provocou retenção no fluxo e, segundo relatos de condutores que passaram pelo local, o congestionamento pode atingir os dois sentidos da rodovia.
"A Federal está isolando a área. Acho que vai isolar a faixa da esquerda e a direita vai permanecer. Já está engarrafado aqui e o sentido Salvador também deve parar”, relatou um motorista.
Ao Aratu On, o departamento explicou que vistorias identificaram trincas e afundamento do asfalto perto do antigo posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF), causados pelo rompimento de um antigo bueiro subterrâneo. A falha na tubulação causou a erosão da camada de suporte do pavimento, comprometendo a estabilidade das faixas de rolamento.
Dessa forma, a via foi parcialmente interditada para a correção e os automóveis estão trafegando pelo acostamento.
Problema da cratera havia sido resolvido
O problema na rodovia reapareceu na manhã de quinta-feira (9), poucas horas depois de o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) concluir os serviços emergenciais e liberar o tráfego na pista por volta das 16h de quarta-feira (8). No entanto, o asfalto voltou a apresentar sinais de recalque, exigindo uma nova interdição da faixa.
Com a restrição, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) mantém o desvio do tráfego para o acostamento, nas proximidades do antigo posto da corporação, enquanto equipes trabalham no local para garantir a segurança dos usuários da rodovia. O congestionamento continua afetando os motoristas que seguem em direção a Feira de Santana.
Em nota, o DNIT informou que a pista havia sido liberada em condições seguras após a recuperação emergencial do pavimento e que, na sequência, seriam iniciadas intervenções no sistema de drenagem, especialmente em um bueiro apontado como a provável origem do problema.
Segundo o órgão, antes mesmo do início desses serviços foi identificado um novo recalque no pavimento, indicando a continuidade da instabilidade do subleito e a necessidade de novas intervenções.
Falha em antigo bueiro
O problema estrutural já havia sido detalhado pelo DNIT em nota divulgada na última segunda-feira (7). Na ocasião, o departamento informou que inspeções técnicas identificaram trincas e afundamento da pista causados por uma falha em um antigo bueiro localizado sob o aterro da rodovia. A ocorrência provocou a perda de material da camada de suporte do pavimento, comprometendo a estabilidade das faixas de rolamento.
De acordo com o órgão, a recuperação será realizada por etapas, incluindo o diagnóstico definitivo da tubulação, a estabilização do solo e a contenção da fuga de materiais. A liberação total das faixas ocorrerá apenas após a conclusão dos serviços e a confirmação das condições de segurança estrutural.
Enquanto as obras prosseguem, o DNIT orienta os motoristas a redobrarem a atenção ao passar pelo trecho, respeitarem a sinalização e, sempre que possível, planejarem os deslocamentos considerando os impactos no tempo de viagem.

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