Suspeito de matar investigador morre em confronto com a polícia em Salvador
Suspeito de matar investigador é morto após fazer mulher refém no bairro de Tancredo Neves, em Salvador
Um dos suspeitos de envolvimento na morte do investigador da Polícia Civil Adailton Oliveira Rocha, de 55 anos, morreu na tarde desta sexta-feira (17), após confronto com policiais no bairro de Tancredo Neves, em Salvador. Adailton foi morto durante uma operação no bairro na última quarta-feira (15).
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O homem foi identificado como Alex Silva Bispo, conhecido pelo apelido de “Magnata”. Segundo informações policiais, ele fez uma mulher refém e chegou a ameaçá-la de morte. Durante a ação, o suspeito também teria atirado contra os agentes, que revidaram.
Baleado, Alex foi socorrido e encaminhado ao Hospital Geral Roberto Santos, mas não resistiu aos ferimentos.
De acordo com o delegado titular da 7ª Delegacia Territorial (DT/Rio Vermelho), Nilton Borba, o suspeito tinha envolvimento na morte do investigador, no mesmo bairro.
Segundo a Polícia Civil, outros envolvidos já foram identificados, e as ações vão continuar, com a finalidade de localizar todos os autores. Um deles é conhecido como “Tinhão”.
Morte de investigador
Lotado na 11ª Delegacia Territorial (DT/Tancredo Neves), o policial participava de uma diligência para cumprimento de mandado judicial quando foi atingido. Segundo informações iniciais, houve confronto com suspeitos armados ligados à facção Comando Vermelho (CV). Após ser baleado, ele foi socorrido e encaminhado ao Hospital Roberto Santos, onde chegou a ser atendido na Sala Vermelha, mas não resistiu aos ferimentos.
Carreira na segurança

Adailton Oliveira Rocha ingressou na corporação em 5 de dezembro de 2005, sendo inicialmente lotado no Departamento de Polícia Metropolitana (Depom) nove dias depois. Ao longo da carreira, atuou em diferentes unidades da capital e da Região Metropolitana de Salvador.
Em 2007, passou a integrar a Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR), onde permaneceu por dois anos. Entre 2009 e fevereiro de 2024, trabalhou em setores voltados ao combate a crimes contra o patrimônio, com passagens pela Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (DTE), pela Delegacia de Repressão a Estelionatos e Outras Fraudes, pela Delegacia para o Adolescente Infrator (DAI), além de delegacias territoriais.
Nesse período, também atuou nas Delegacias Territoriais (DTs) de Periperi, Itaparica, Itapuã, Boca do Rio, Pituba e Nordeste de Amaralina. Em julho de 2025, foi designado para a 11ª Delegacia Territorial (DT/Tancredo Neves), onde permaneceu até a data de sua morte.
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