Investigador é sepultado sob forte comoção em Salvador: 'Grande profissional'
Investigador da Polícia Civil foi morto durante uma operação no bairro de Tancredo Neves, em Salvador
Por, Anna Caroline Santiago e João Tramm.
O investigador da Polícia Civil da Bahia, Adailton Oliveira Rocha, de 55 anos, foi sepultado na tarde desta quinta-feira (16), no Cemitério Bosque da Paz, em Salvador, sob forte comoção de familiares, amigos e colegas de corporação com quem atuou por mais de duas décadas.
O velório teve início pela manhã, reunindo dezenas de pessoas que prestaram as últimas homenagens ao policial, conhecido como “Dadai”. O enterro ocorreu às 15h30.

Emocionado, o colega de farda Júlio Oliveira destacou a trajetória profissional e pessoal de Adailton. “Trabalhamos em várias unidades policiais. Ele era um grande profissional, um grande amigo, um grande colega e um chefe de família exemplar”, afirmou em entrevista ao Aratu On.
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Adailton foi morto na manhã de quarta-feira (15), após ser baleado durante uma operação no bairro de Tancredo Neves. Ele e outros agentes cumpriam um mandado judicial quando foram surpreendidos por disparos, sendo atingido durante a ação.
Lotado na 11ª Delegacia Territorial (DT/Tancredo Neves), o investigador completaria 56 anos no próximo dia 16 de maio.
Durante a despedida, colegas também lembraram a morte recente de outro agente de segurança. “O que fica é muita tristeza. Ontem mesmo perdemos outro colega, na Vasco da Gama, um irmão que se foi também”, disse Júlio, ao relembrar a morte de um policial militar durante uma operação na comunidade do Manguinho, no bairro do Engenho Velho de Brotas.
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Caso de investigador morto em Salvador já tem suspeito, diz polícia
A Polícia Civil informou que já possui indicativos de quem foi o responsável por atirar e matar o investigador da corporação Adailton Oliveira Rocha. A informação foi revelada pela diretora do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Ligia Sá, durante entrevista ao programa Fala Dani, da TV Aratu, na noite desta quarta-feira.
Apesar da PC ainda não ter identificado de forma oficial os autores do crime, o sistema de inteligência já possui algumas pistas do suspeito. Segundo a diretora, os agentes já estão com algumas informações e provas que vão ajudar a chegar no executor da morte do investigador.

"Desde as primeiras horas após o conhecimento destes fatos, todos os esforços da Polícia Civil foram empregados no sentido de fazer esse levantamento de colher informações e provas que possam ajudar fazer com que a gente chegue a autoria deste crime, que nos deixou entristecido [...]”, disse Sá.
Lígia explicou ainda que não se sabe a quantidade de envolvidos no episódio. Entretanto, em decorrência da investigação iniciada logo após a morte, os policiais já têm informações de possíveis suspeitos.
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