Investigador morto a tiros em Salvador será sepultado nesta quinta-feira
Investigador da Polícia Civil, Adailton Oliveira Rocha, de 55 anos, foi morto a tiros no bairro de Tancredo Neves, em Salvador
O investigador da Polícia Civil da Bahia, Adailton Oliveira Rocha, de 55 anos, será sepultado na quinta-feira (16), no Cemitério Bosque da Paz, em Salvador. A despedida está prevista para acontecer a partir das 15h30, na Sala 3.
Adailton foi morto nesta quarta-feira (15), após ser baleado durante uma operação realizada no bairro de Tancredo Neves. Ele e outros agentes cumpriam um mandado judicial quando foram surpreendidos e o policial acabou atingido.
Lotado na 11ª Delegacia Territorial (DT/Tancredo Neves), o investigador, conhecido como “Dadai”, completaria 56 anos no próximo dia 16 de maio.

Carreira na segurança
Adailton Oliveira Rocha ingressou na corporação em 5 de dezembro de 2005, sendo inicialmente lotado no Departamento de Polícia Metropolitana (Depom) nove dias depois. Ao longo da carreira, atuou em diferentes unidades da capital e da Região Metropolitana de Salvador.
Em 2007, passou a integrar a Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR), onde permaneceu por dois anos. Entre 2009 e fevereiro de 2024, trabalhou em setores voltados ao combate a crimes contra o patrimônio, com passagens pela Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (DTE), pela Delegacia de Repressão a Estelionatos e Outras Fraudes, pela Delegacia para o Adolescente Infrator (DAI), além de delegacias territoriais.
Nesse período, também atuou nas Delegacias Territoriais (DTs) de Periperi, Itaparica, Itapuã, Boca do Rio, Pituba e Nordeste de Amaralina. Em julho de 2025, foi designado para a 11ª Delegacia Territorial (DT/Tancredo Neves), onde permaneceu até a data de sua morte.
O caso
Segundo informações iniciais, houve confronto com suspeitos armados ligados à facção Comando Vermelho (CV). Após ser baleado, ele foi socorrido e encaminhado ao Hospital Roberto Santos, onde chegou a ser atendido na Sala Vermelha, mas não resistiu aos ferimentos.
Em nota, a Polícia Civil lamentou a morte do investigador e informou que não medirá esforços para elucidar o crime. "Os responsáveis serão identificados e responsabilizados com o rigor da lei", informou.
'Nossa missão, infelizmente', diz delegado após morte de investigador
O delegado Moisés Nunes Damasceno, diretor do Departamento de Polícia Metropolitana (Depom), afirmou que a polícia já possui informações sobre os suspeitos de envolvimento na morte do investigador da Polícia Civil Adailton Oliveira Rocha.
Em entrevista, o delegado lamentou a morte do colega de corporação e destacou os riscos da profissão. “A gente nunca sabe quando é a nossa hora”, declarou.
Segundo Damasceno, as investigações já avançaram e a identificação dos responsáveis está próxima. “Já temos informações sobre os suspeitos da execução. Em breve, vamos esclarecer os fatos e chegar à autoria do crime”, afirmou.

O delegado também ressaltou o compromisso dos profissionais da segurança pública. “Essa é a nossa missão, infelizmente. Quando assumimos a função de policial, investigador ou delegado, sabemos dos riscos que corremos e da carreira que abraçamos para proteger a sociedade”, disse.
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