'Nossa missão, infelizmente', diz delegado após morte de investigador
Investigador da Policial Civil foi baleado durante confronto em Tancredo Neves, em Salvador
O delegado Moisés Nunes Damasceno, diretor do Departamento de Polícia Metropolitana (Depom), afirmou que a polícia já possui informações sobre os suspeitos de envolvimento na morte do investigador da Polícia Civil Adailton Oliveira Rocha. O agente foi baleado e morreu nesta quarta-feira (15), no bairro de Tancredo Neves, em Salvador.

O investigador foi atingido durante um confronto com suspeitos armados ligados à facção Comando Vermelho (CV). Ele foi baleado na região da cabeça e socorrido para o Hospital Geral Roberto Santos, onde chegou a ser atendido na Sala Vermelha, mas não resistiu aos ferimentos.
Em entrevista, o delegado lamentou a morte do colega de corporação e destacou os riscos da profissão. “A gente nunca sabe quando é a nossa hora”, declarou.
Segundo Damasceno, as investigações já avançaram e a identificação dos responsáveis está próxima. “Já temos informações sobre os suspeitos da execução. Em breve, vamos esclarecer os fatos e chegar à autoria do crime”, afirmou.
O delegado também ressaltou o compromisso dos profissionais da segurança pública. “Essa é a nossa missão, infelizmente. Quando assumimos a função de policial, investigador ou delegado, sabemos dos riscos que corremos e da carreira que abraçamos para proteger a sociedade”, disse.
Na tarde desta quarta-feira (15), equipes policiais reforçaram o policiamento em Tancredo Neves, com o objetivo de localizar os suspeitos envolvidos no crime.
A reportagem do programa Alô Juca acompanhou as investigações no bairro. Confira:
Quem era Adailton Rocha
O investigador da Polícia Civil da Bahia, Adailton Oliveira Rocha, de 55 anos, morreu após ser baleado na cabeça durante uma operação no bairro de Tancredo Neves, em Salvador. Ele, que também era conhecido como "Dadai", faria 56 anos daqui a um mês, no dia 16 de maio. O investigador era lotado na 11ª Delegacia Territorial (DT/Tancredo Neves).

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