Justiça manda soltar médico suspeito de filmar pacientes em Salvador
Após audiência de custódia do médico suspeito de filmar pacientes em Salvador, magistrada entendeu que não há provas materiais do crime do qual o ginecologista é suspeito
Por Da redação.
A Justiça mandou soltar o ginecologista preso por suspeita de filmar pacientes com óculos espião em Salvador. A audiência de custódia do médico foi realizada nesta domingo (12). O profissional da saúde foi preso em flagrante após ser acusado de filmar as partes íntimas das pacientes utilizando um suposto "óculos espião". Os atendimentos foram realizados em uma clínica particular no bairro Vila Laura, ainda na capital baiana.

Ao final da audiência do ginecologista, a Justiça determinou o relaxamento da prisão e expediu alvará de soltura. Na decisão, a magistrada entendeu que, neste momento da investigação, não há elementos que comprovem a materialidade do crime. Segundo o parecer, acessado pelo Alô Juca, durante a abordagem, policiais realizaram buscas no aparelho celular do médico, que foi desbloqueado voluntariamente.
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Em seguida, já na delegacia, ele também autorizou o acesso à galeria de fotos, aplicativo Meta View, nuvem iCloud, lixeira e arquivos apagados, fornecendo inclusive a senha pessoal. Nenhum vídeo ou imagem relacionado à denúncia foi encontrado.

Caso de médico suspeito de filmar pacientes em Salvador exige provas
A decisão destaca ainda que o crime investigado exige a existência do registro audiovisual para comprovação da materialidade. Como não foram localizados arquivos que sustentassem a acusação, a Justiça concluiu, em análise preliminar, que não havia elementos suficientes para manter a prisão em flagrante, determinando seu relaxamento com base na Constituição Federal e no Código de Processo Penal.
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O ginecologista havia sido preso na última sexta-feira (10), após uma paciente denunciar que ele estaria utilizando um equipamento semelhante a um óculos com câmera para registrar imagens das partes íntimas durante a consulta. Após a denúncia, ele foi conduzido para a Casa da Mulher Brasileira, onde foi autuado em flagrante.
Apesar da soltura, o caso continua sendo investigado. O médico responderá ao processo em liberdade, e novas diligências poderão ser realizadas ao longo da apuração para esclarecer as circunstâncias da denúncia.
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