Banana avaliada em mais de R$ 30 milhões é roubada de museu na França
Banana avaliada em mais de R$ 30 milhões já foi comida por artistas e visitantes antes do roubo
Uma banana avaliada em mais de R$ 30 milhões foi roubada do museu Centre Pompidou-Metz, no leste da França. O item integra a polêmica obra "Comedian", criada pelo artista italiano Maurizio Cattelan, conhecida por consistir em uma banana fresca presa à parede com fita adesiva.

O furto foi identificado por um segurança no último sábado (30). Em nota, o museu lamentou o ocorrido e afirmou que o episódio comprometeu temporariamente a experiência dos visitantes. "O roubo prejudica o respeito devido às obras em exibição e priva temporariamente os visitantes de parte da experiência oferecida pela exposição", informou a instituição.
Apesar do incidente, o museu destacou que o componente perecível da obra foi rapidamente substituído e que a instalação foi restaurada à sua apresentação original.
Banana tem gerado episódios inusitados
Esta não é a primeira vez que "Comedian" se envolve em situações inusitadas. Em 2019, durante a feira de arte Art Basel Miami Beach, na Flórida, o artista performático David Datuna retirou a banana da parede e a comeu diante de centenas de visitantes. Em 2023, um estudante de arte repetiu o gesto no Leeum Museum of Art, em Seul, na Coreia do Sul.
Já em novembro de 2024, o empresário e colecionador chinês Justin Sun comprou a obra por US$ 6,24 milhões — cerca de R$ 31 milhões na época — durante um leilão. Pouco depois da aquisição, ele também comeu a banana. Mais recentemente, em julho de 2025, outro visitante consumiu a fruta exposta no próprio Centre Pompidou-Metz.
Segundo o museu, "Comedian" busca provocar reflexões sobre "a absurdidade da especulação financeira e a fragilidade dos sistemas de conhecimento que sustentam o mercado da arte", tornando-se uma das obras contemporâneas mais debatidas e controversas do mundo.
Relembre outros casos
Roubo no Louvre

O Museu do Louvre, em Paris, um dos mais famosos do mundo, foi alvo de roubo. Criminosos levaram joias da coleção de Napoleão Bonaparte e da imperatriz na Galeria de Apolo, forçando o fechamento do museu e a suspensão das visitas do dia.
De acordo com as autoridades, nove peças foram subtraídas, incluindo um colar, um broche e uma tiara, todas pertencentes à coleção real de pedras preciosas e diamantes da coroa francesa.
O Museu do Louvre possui um histórico notável de furtos e tentativas de roubo ao longo dos anos. O caso mais famoso ocorreu em 1911, com o desaparecimento da Mona Lisa. A obra-prima de Leonardo da Vinci foi retirada de sua moldura por Vincenzo Peruggia, um ex-funcionário que se escondeu no museu e a levou sob o casaco. A recuperação da pintura dois anos depois, em Florença, impulsionou-a ao status de obra de arte mais famosa do mundo.
Quatro pessoas ligadas ao roubo foram detidas, mas não tiveram as acusações reveladas. O suspeito seria o último dos quatro homens que participaram ativamente do roubo a um dos principais museus do mundo, em 19 de outubro.
Na ocasião, quatro ladrões encapuzados atacaram a Galeria Apolo, no lado sul do prédio, que fica voltado para o rio Sena. A ação ocorreu logo após a abertura e resultou no furto de joias avaliadas em US$ 102 milhões (cerca de R$ 545 milhões).
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