Ataque armado a mercado deixa ao menos 30 mortos na Nigéria

Homens armados atacaram a um mercado no Estado do Níger, centro-oeste da Nigéria

Por Da redação.

Ao menos 30 pessoas morreram e outras foram sequestradas após um ataque de homens armados a um mercado no Estado do Níger, no centro-oeste da Nigéria. A informação foi confirmada pela polícia local neste domingo (4).

De acordo com o porta-voz da corporação, Wasiu Abiodun, o ataque ocorreu por volta das 16h30 de sábado (3), quando os agressores invadiram o mercado Kasuwan Daji, localizado no vilarejo de Demo. Durante a ação, barracas foram incendiadas e alimentos foram saqueados.

“Mais de 30 vítimas perderam suas vidas durante o ataque, e algumas pessoas também foram sequestradas. Estão sendo feitos esforços para resgatar as vítimas sequestradas”, afirmou Abiodun.

Testemunhas relataram que os homens armados chegaram ao local em motocicletas e abriram fogo de forma indiscriminada. Segundo moradores, a violência faz parte de uma série de ataques iniciados na sexta-feira (2) em comunidades próximas às áreas de Agwarra e Borgu.

Um dos sobreviventes, Dauda Shakulle, disse que mulheres e crianças também foram atingidas. “Mulheres e crianças não foram poupadas”, afirmou. Ferido ao tentar fugir, ele acrescentou: “Não há presença de forças de segurança desde o início dos ataques. Estamos atualmente recuperando cadáveres”.

Procurados, militares nigerianos não responderam imediatamente aos pedidos de comentário.

Ataque a mercado na Nigéria | Reprodução/X

O ataque ocorre poucas semanas depois de um sequestro em massa na região central do país, quando homens armados capturaram mais de 300 crianças e funcionários de uma escola católica. As vítimas foram libertadas após quase um mês em cativeiro.

Casos de banditismo têm se intensificado no noroeste e no centro da Nigéria, com grupos armados promovendo assassinatos em massa e sequestros em comunidades rurais. Apesar das operações em andamento, as forças de segurança enfrentam dificuldades para conter a escalada da violência.

Outra testemunha, Khalid Pissa, afirmou que os ataques também atingiram comunidades vizinhas, como Chukama e Shanga, e estimou que o número de mortos possa chegar a 40.

*Com informações da Reuters.

Em tempo: ataque na Venezuela

Ataque dos EUA à Venezuela deixa ao menos 40 mortos

No sábado (3), moradores de Caracas relataram diversas explosões em bairros da capital venezuelana. De acordo com informações divulgadas pelo governo do país, o ataque teria sido conduzido por forças militares dos Estados Unidos. Ao menos 40 pessoas morreram.

Durante a operação, o presidente Nicolás Maduro e a primeira-dama, Cilia Flores, teriam sido capturados por forças de elite norte-americanas e levados para Nova York.

A ação marca mais um episódio de intervenção direta dos Estados Unidos na América Latina. A última invasão reconhecida de um país da região ocorreu em 1989, no Panamá, quando tropas norte-americanas capturaram o então presidente Manuel Noriega, acusado de envolvimento com o narcotráfico.

Assim como no caso de Noriega, os Estados Unidos acusam Maduro de liderar um suposto cartel de drogas venezuelano conhecido como “Cartel de los Soles”, embora, segundo o governo venezuelano, não tenham sido apresentadas provas. Especialistas em tráfico internacional de drogas também questionam a existência da organização.

Durante o governo de Donald Trump, os Estados Unidos chegaram a oferecer uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem à prisão de Maduro.

Para críticos da ação, a ofensiva teria motivações geopolíticas, como afastar a Venezuela de aliados estratégicos dos Estados Unidos, entre eles China e Rússia, além de ampliar o controle sobre o petróleo venezuelano, país que possui as maiores reservas comprovadas de óleo do mundo.

Militares reconhecem Delcy Rodríguez como presidente e Trump faz ameaça

As Forças Armadas da Venezuela reconheceram Delcy Rodríguez como presidente interina do país, segundo comunicado lido neste domingo (4) pelo ministro da Defesa, general Vladimir Padrino López. O anúncio ocorre um dia após a captura de Nicolás Maduro em uma operação conduzida pelos Estados Unidos.

Durante o pronunciamento, Padrino afirmou que os militares endossam “a decisão da Câmara Constitucional do Supremo Tribunal de Justiça, datada de 3 de janeiro de 2026, pela qual a cidadã Delcy Eloina Rodríguez Gómez, vice-presidente Executiva da República, é designada para assumir, em caráter interino, todas as atribuições, deveres e poderes de presidente da República Bolivariana da Venezuela”.

O ministro da Defesa declarou ainda que parte significativa da equipe de segurança de Maduro morreu durante a operação que resultou na prisão do ex-presidente no sábado (3). Segundo ele, não há, até o momento, um número oficial de vítimas.

“As Forças Armadas Nacionais Bolivarianas repudiam veementemente o sequestro covarde do cidadão Nicolás Maduro Moros, Presidente Constitucional da República Bolivariana da Venezuela, nosso comandante-em-chefe, e de sua esposa, a primeira-dama dra. Cilia Flores de Maduro; ato perpetrado ontem, sábado, 3 de janeiro do corrente ano, após o assassinato a sangue frio de grande parte de sua equipe de segurança, soldados e civis inocentes”, disse.

Brasil e mais 5 países divulgam comunicado conjunto sobre ataque dos EUA à Venezuela

Padrino classificou a ação norte-americana como uma ameaça grave à ordem internacional e afirmou que tropas foram mobilizadas em todo o território venezuelano para “garantir a soberania”.

“Se hoje foi contra a Venezuela, amanhã pode ser contra qualquer Estado, qualquer país”, afirmou o general.

Nicolás Maduro está detido nos Estados Unidos, onde deverá responder a acusações de narcoterrorismo e outros crimes.

Trump ameaça nova liderança venezuelana

Também neste domingo (4), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Delcy Rodríguez “pagará um preço muito alto” caso não coopere com o governo norte-americano. A declaração foi feita por telefone à revista The Atlantic.

“Se ela não fizer o que é certo, pagará um preço muito alto, provavelmente maior do que Maduro”, disse Trump, em tom de ameaça, segundo a publicação.

Conforme a revista, Trump declarou que não aceitará o que chamou de rejeição desafiadora de Rodríguez à intervenção militar dos Estados Unidos que resultou na captura de Maduro. Durante a conversa, o presidente norte-americano afirmou ainda que a Venezuela pode não ser o último alvo de ações semelhantes.

“Precisamos da Groenlândia, com certeza”, afirmou Trump, descrevendo a ilha, que pertence à Dinamarca, como “cercada por navios russos e chineses”.

Ao comentar o futuro da Venezuela, Trump declarou: “Sabe, reconstruir lá e mudar o regime, chame como quiser, é melhor do que o que vocês têm agora. Não pode piorar.”

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