Ataque armado a mercado deixa ao menos 30 mortos na Nigéria
Homens armados atacaram a um mercado no Estado do Níger, centro-oeste da Nigéria
Por Da redação.
Ao menos 30 pessoas morreram e outras foram sequestradas após um ataque de homens armados a um mercado no Estado do Níger, no centro-oeste da Nigéria. A informação foi confirmada pela polícia local neste domingo (4).
De acordo com o porta-voz da corporação, Wasiu Abiodun, o ataque ocorreu por volta das 16h30 de sábado (3), quando os agressores invadiram o mercado Kasuwan Daji, localizado no vilarejo de Demo. Durante a ação, barracas foram incendiadas e alimentos foram saqueados.
Kasuwan Daji is trending in Nigeria because that's the market located in local government area of Borgu, Niger State, that was invaded by gunmen on Saturday, January 3.
— Why It Is Trending (@trendingblog247) January 4, 2026
The attack led to the deaths of 30 people as well as the abduction of several others.
HN pic.twitter.com/MVYVzQVmLx
“Mais de 30 vítimas perderam suas vidas durante o ataque, e algumas pessoas também foram sequestradas. Estão sendo feitos esforços para resgatar as vítimas sequestradas”, afirmou Abiodun.
Testemunhas relataram que os homens armados chegaram ao local em motocicletas e abriram fogo de forma indiscriminada. Segundo moradores, a violência faz parte de uma série de ataques iniciados na sexta-feira (2) em comunidades próximas às áreas de Agwarra e Borgu.
Um dos sobreviventes, Dauda Shakulle, disse que mulheres e crianças também foram atingidas. “Mulheres e crianças não foram poupadas”, afirmou. Ferido ao tentar fugir, ele acrescentou: “Não há presença de forças de segurança desde o início dos ataques. Estamos atualmente recuperando cadáveres”.
Procurados, militares nigerianos não responderam imediatamente aos pedidos de comentário.

O ataque ocorre poucas semanas depois de um sequestro em massa na região central do país, quando homens armados capturaram mais de 300 crianças e funcionários de uma escola católica. As vítimas foram libertadas após quase um mês em cativeiro.
Casos de banditismo têm se intensificado no noroeste e no centro da Nigéria, com grupos armados promovendo assassinatos em massa e sequestros em comunidades rurais. Apesar das operações em andamento, as forças de segurança enfrentam dificuldades para conter a escalada da violência.
Outra testemunha, Khalid Pissa, afirmou que os ataques também atingiram comunidades vizinhas, como Chukama e Shanga, e estimou que o número de mortos possa chegar a 40.
*Com informações da Reuters.
Em tempo: ataque na Venezuela
Ataque dos EUA à Venezuela deixa ao menos 40 mortos
No sábado (3), moradores de Caracas relataram diversas explosões em bairros da capital venezuelana. De acordo com informações divulgadas pelo governo do país, o ataque teria sido conduzido por forças militares dos Estados Unidos. Ao menos 40 pessoas morreram.
Durante a operação, o presidente Nicolás Maduro e a primeira-dama, Cilia Flores, teriam sido capturados por forças de elite norte-americanas e levados para Nova York.
A ação marca mais um episódio de intervenção direta dos Estados Unidos na América Latina. A última invasão reconhecida de um país da região ocorreu em 1989, no Panamá, quando tropas norte-americanas capturaram o então presidente Manuel Noriega, acusado de envolvimento com o narcotráfico.
Assim como no caso de Noriega, os Estados Unidos acusam Maduro de liderar um suposto cartel de drogas venezuelano conhecido como “Cartel de los Soles”, embora, segundo o governo venezuelano, não tenham sido apresentadas provas. Especialistas em tráfico internacional de drogas também questionam a existência da organização.
Durante o governo de Donald Trump, os Estados Unidos chegaram a oferecer uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem à prisão de Maduro.
Para críticos da ação, a ofensiva teria motivações geopolíticas, como afastar a Venezuela de aliados estratégicos dos Estados Unidos, entre eles China e Rússia, além de ampliar o controle sobre o petróleo venezuelano, país que possui as maiores reservas comprovadas de óleo do mundo.
Militares reconhecem Delcy Rodríguez como presidente e Trump faz ameaça
As Forças Armadas da Venezuela reconheceram Delcy Rodríguez como presidente interina do país, segundo comunicado lido neste domingo (4) pelo ministro da Defesa, general Vladimir Padrino López. O anúncio ocorre um dia após a captura de Nicolás Maduro em uma operação conduzida pelos Estados Unidos.
Durante o pronunciamento, Padrino afirmou que os militares endossam “a decisão da Câmara Constitucional do Supremo Tribunal de Justiça, datada de 3 de janeiro de 2026, pela qual a cidadã Delcy Eloina Rodríguez Gómez, vice-presidente Executiva da República, é designada para assumir, em caráter interino, todas as atribuições, deveres e poderes de presidente da República Bolivariana da Venezuela”.
O ministro da Defesa declarou ainda que parte significativa da equipe de segurança de Maduro morreu durante a operação que resultou na prisão do ex-presidente no sábado (3). Segundo ele, não há, até o momento, um número oficial de vítimas.
“As Forças Armadas Nacionais Bolivarianas repudiam veementemente o sequestro covarde do cidadão Nicolás Maduro Moros, Presidente Constitucional da República Bolivariana da Venezuela, nosso comandante-em-chefe, e de sua esposa, a primeira-dama dra. Cilia Flores de Maduro; ato perpetrado ontem, sábado, 3 de janeiro do corrente ano, após o assassinato a sangue frio de grande parte de sua equipe de segurança, soldados e civis inocentes”, disse.
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Padrino classificou a ação norte-americana como uma ameaça grave à ordem internacional e afirmou que tropas foram mobilizadas em todo o território venezuelano para “garantir a soberania”.
“Se hoje foi contra a Venezuela, amanhã pode ser contra qualquer Estado, qualquer país”, afirmou o general.
Nicolás Maduro está detido nos Estados Unidos, onde deverá responder a acusações de narcoterrorismo e outros crimes.
Trump ameaça nova liderança venezuelana
Também neste domingo (4), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Delcy Rodríguez “pagará um preço muito alto” caso não coopere com o governo norte-americano. A declaração foi feita por telefone à revista The Atlantic.
“Se ela não fizer o que é certo, pagará um preço muito alto, provavelmente maior do que Maduro”, disse Trump, em tom de ameaça, segundo a publicação.
Conforme a revista, Trump declarou que não aceitará o que chamou de rejeição desafiadora de Rodríguez à intervenção militar dos Estados Unidos que resultou na captura de Maduro. Durante a conversa, o presidente norte-americano afirmou ainda que a Venezuela pode não ser o último alvo de ações semelhantes.
“Precisamos da Groenlândia, com certeza”, afirmou Trump, descrevendo a ilha, que pertence à Dinamarca, como “cercada por navios russos e chineses”.
Ao comentar o futuro da Venezuela, Trump declarou: “Sabe, reconstruir lá e mudar o regime, chame como quiser, é melhor do que o que vocês têm agora. Não pode piorar.”
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