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Setembro Amarelo: como a música pode ajudar a controlar as emoções e reduzir o estresse

Ouvir música pode ser uma aliada para lidar com as emoções, especialmente em momentos de estresse, ansiedade e tristeza

Por Bruna Castelo Branco.

Ouvir música pode ser uma aliada para lidar com as emoções, especialmente em momentos de estresse, ansiedade, tristeza ou dificuldade para expressar sentimentos. Segundo o Centro de Valorização da Vida (CVV), a atividade pode ajudar no processo de compreensão e regulação emocional.

Segundo pesquisa de Molly Warren, mestre em Musicoterapia pela Universidade do Estado de Colorado, nos Estados Unidos, a música também pode auxiliar durante processos de recuperação de traumas e luto, além de atuar como calmante e regulador das emoções.

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Ouvir música pode ser uma aliada para lidar com as emoções, especialmente em momentos de estresse, ansiedade e tristeza. | Foto: Ilustrativa/Pexels

As características rítmicas e repetitivas das músicas podem contribuir para reduzir a impulsividade e promover uma sensação de calma. A escolha das canções, porém, também pode influenciar o estado emocional.

Em momentos de tristeza, raiva ou ansiedade, por exemplo, é comum optar por músicas que correspondam ao sentimento vivido. Embora isso possa ajudar na expressão das emoções, manter esse tipo de conteúdo por muito tempo pode prolongar o estado emocional. Uma alternativa é mudar gradualmente para músicas mais serenas e otimistas.

Música como forma de expressão

Além de ouvir, tocar instrumentos pode ser uma maneira de expressar emoções. A atividade permite criar combinações de sons e melodias capazes de representar sentimentos que nem sempre são fáceis de colocar em palavras.

Outra possibilidade é escrever letras de músicas. A atividade pode contribuir para a expressão dos sentimentos, além de estimular o autoconhecimento e a autoestima. A criação pode ser feita de forma privada, sem a necessidade de compartilhá-la com outras pessoas.

A música também pode auxiliar durante processos de recuperação de traumas e luto, além de atuar como calmante e regulador das emoções. | Foto: Ilustrativa/Pexels

A música também pode ser incorporada à rotina de acordo com diferentes objetivos. Para momentos de concentração, por exemplo, músicas clássicas podem ser uma alternativa. Já para atividades físicas ou tarefas domésticas, canções favoritas e mais animadas podem ajudar na motivação.

Para quem busca relaxamento, músicas mais tranquilas podem favorecer um estado de calma. Sons graves e lentos também são associados ao relaxamento e podem ser utilizados por algumas pessoas antes de dormir.

Música e interação social

O contato com a música também pode favorecer conexões sociais. Compartilhar playlists, participar de aulas de música ou frequentar shows são algumas formas de aproximar pessoas com interesses em comum.

A variedade de gêneros e estilos permite ainda criar playlists para diferentes situações, como exercícios físicos, viagens ou momentos de descanso. A música pode influenciar o humor e contribuir tanto para momentos de maior disposição quanto para períodos de introspecção.

Além de ouvir, tocar instrumentos pode ser uma maneira de expressar emoções. | Foto: Ilustrativa/Pexels

Estudos apontam benefícios

Um estudo realizado por pesquisadores da Queen’s University Belfast, na Irlanda do Norte, avaliou os efeitos da musicoterapia em crianças e adolescentes com problemas emocionais, comportamentais e de desenvolvimento.

A pesquisa acompanhou 251 participantes entre março de 2011 e maio de 2014. Eles foram divididos em dois grupos: 128 receberam terapia tradicional, enquanto 123 participaram também de sessões de terapia musical.

Segundo os resultados divulgados pelos pesquisadores, o grupo que participou da terapia com música apresentou aumento da autoestima, redução dos sintomas de depressão e melhora nas habilidades de comunicação e interação em comparação com o grupo de controle.

A música também está relacionada à liberação de dopamina no cérebro, neurotransmissor associado à sensação de recompensa e bem-estar.

A música também está relacionada à liberação de dopamina no cérebro, neurotransmissor associado à sensação de recompensa e bem-estar. | Foto: Ilustrativa/Pexels

Musicoterapia

A musicoterapia utiliza elementos musicais dentro de um processo terapêutico e pode envolver atividades como tocar instrumentos, cantar ou se movimentar conforme a música. As estratégias são definidas de acordo com as necessidades de cada paciente.

A prática pode ser utilizada com crianças, adolescentes, adultos e idosos em diferentes contextos. Pessoas com dificuldades de aprendizagem, Alzheimer, danos cerebrais e outras condições também podem participar de intervenções musicoterapêuticas, conforme avaliação profissional.

Não é necessário ter conhecimento ou formação musical para participar de uma sessão de musicoterapia.

A musicoterapia utiliza elementos musicais dentro de um processo terapêutico. | Foto: Ilustrativa/Pexels

Conheça alguns benefícios relacionados à música

Aumenta a criatividade

Um estudo publicado no Journal of Consumer Research, em 2013, apontou que ouvir música em volume moderado pode favorecer o pensamento abstrato e criativo.

Pode diminuir o estresse

Pesquisadores da Universidade de Gotemburgo investigaram a relação entre o hábito de ouvir música e o estresse. Os resultados indicaram associação com emoções positivas e redução de alguns indicadores relacionados ao estresse.

Pode estimular a memória

Pesquisas da Universidade de Hong Kong apontaram diferenças no desempenho de memória entre crianças que aprenderam a tocar instrumentos musicais e aquelas que não tiveram esse aprendizado.

A música, portanto, pode fazer parte da rotina como uma forma de entretenimento, expressão e interação social. Em situações de sofrimento emocional persistente, porém, ouvir música ou praticar atividades musicais não substitui o acompanhamento de profissionais de saúde.

A música, portanto, pode fazer parte da rotina como uma forma de entretenimento, expressão e interação social. | Foto: Ilustrativa/Pexels

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