Esclerose Múltipla: data nacional chama atenção para diagnóstico precoce

O Dia Nacional de Conscientização sobre a Esclerose Múltipla é data criada para dar visibilidade a uma doença neurológica crônica, ainda pouco conhecida pela população, mas que afeta milhares de brasileiros

Por Dinaldo dos Santos.

O Brasil celebra neste sábado (30) o Dia Nacional de Conscientização sobre a Esclerose Múltipla, data criada para dar visibilidade a uma doença neurológica crônica, ainda pouco conhecida pela população, mas que afeta milhares de brasileiros.

Estima-se que, atualmente, mais de 40 mil pessoas convivam com a condição no país, segundo dados da Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (ABEM).

Esclerose Múltipla. Foto: Ilustração | Pexels

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A esclerose múltipla (EM) é uma doença autoimune que atinge o sistema nervoso central, causando inflamações que podem comprometer a comunicação entre cérebro e corpo. 

Entre os sintomas mais comuns estão fadiga intensa, alterações visuais, dificuldades motoras, problemas de memória e desequilíbrios. Apesar de não ter cura, os avanços no tratamento e a detecção precoce permitem que os pacientes mantenham qualidade de vida e autonomia por mais tempo.

Além da relevância médica, a data também busca dar voz às pessoas que convivem com a condição. Muitos pacientes relatam enfrentar desafios além dos sintomas, como o preconceito e a falta de informação no ambiente de trabalho e até mesmo em círculos sociais.

No Brasil, a esclerose múltipla é classificada como uma doença rara e conta com tratamento disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que inclui medicamentos capazes de reduzir surtos e retardar a evolução. Contudo, entidades ligadas à causa alertam para a necessidade de ampliar o acesso a terapias mais modernas e a centros de referência especializados.

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Esclerose Múltipla. Foto: Ilustração | Pexels

Esclerose Múltipla: conscientização e avanços (linha do tempo)

  • 1868 – O médico francês Jean-Martin Charcot descreve pela primeira vez a esclerose múltipla como uma doença distinta.

  • Década de 1950 – Os primeiros estudos clínicos estruturados sobre a doença começam a ganhar força no mundo.

  • 1993 – Surge o primeiro medicamento específico para controlar a esclerose múltipla, inaugurando uma nova era de tratamentos.

  • 2006 – O Brasil institui o Dia Nacional de Conscientização sobre a Esclerose Múltipla, celebrado em 30 de agosto, reforçando a importância do diagnóstico precoce.

  • 2010 em diante – Novas drogas imunomoduladoras e terapias orais passam a ampliar as opções de controle da doença.

  • 2020 – O avanço das pesquisas traz tratamentos cada vez mais eficazes, com foco na redução de surtos e na melhora da qualidade de vida dos pacientes.

  • Atualidade – Associações de pacientes e entidades médicas intensificam campanhas contra o estigma, enquanto a ciência segue em busca de terapias mais inovadoras, inclusive com perspectivas de tratamentos regenerativos.

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