Entenda o que é a radioterapia preventiva iniciada por Lula após cirurgia

A radioterapia preventiva faz parte de uma estratégia complementar adotada em alguns casos para diminuir as chances de reaparecimento da doença no local tratado

Por Dinaldo dos Santos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou nesta segunda-feira (25) um tratamento de radioterapia preventiva após passar por uma cirurgia para retirada de uma lesão na região da cabeça. O procedimento faz parte de uma estratégia complementar adotada em alguns casos para diminuir as chances de reaparecimento da doença no local tratado.

Lula inicia radioterapia preventiva. Foto: Marcelo Camargo | Agência Brasil

O que é a radioterapia preventiva

A radioterapia preventiva costuma ser indicada depois da cirurgia, mesmo quando a lesão já foi removida. A decisão depende da avaliação médica sobre fatores que podem aumentar o risco de retorno do tumor, como características identificadas no exame do material retirado durante o procedimento.

Entre os aspectos analisados estão o tipo da lesão, o grau de agressividade, o tamanho e principalmente as chamadas margens cirúrgicas — área de tecido removida ao redor da alteração para verificar se não restaram células doentes. Quando o resultado aponta possibilidade de permanência microscópica da doença e uma nova cirurgia não é considerada necessária ou viável, a radioterapia pode ser incluída no tratamento.

No caso de lesões localizadas na pele ou no couro cabeludo, uma das abordagens possíveis é a radioterapia superficial. Diferentemente da técnica usada para tumores profundos, esse método concentra a ação nas camadas mais externas da pele, atingindo regiões mais superficiais e reduzindo a exposição de tecidos internos.

Principal objetivo do tratamento

O objetivo principal não é tratar um tumor visível, mas eliminar eventuais células microscópicas que possam ter permanecido após a cirurgia e que não são detectadas em exames convencionais. Dessa forma, busca-se reduzir o risco de recidiva e aumentar o controle local da doença.

A indicação do tratamento costuma ser definida após o laudo definitivo da biópsia, considerado essencial para orientar a conduta médica. O fato de um paciente receber radioterapia complementar também não significa, necessariamente, que o quadro seja mais grave ou que exista disseminação da doença.

Presidente Lula. Foto: Reprodução

Em geral, os efeitos colaterais da radioterapia superficial tendem a ser localizados. Entre os mais comuns estão sensibilidade na pele, vermelhidão, escurecimento da região tratada, descamação e queda de cabelo restrita à área irradiada. Alguns pacientes também podem apresentar cansaço leve, embora tratamentos em áreas pequenas normalmente permitam a manutenção da rotina diária.

Especialistas destacam ainda a importância dos cuidados com a pele durante o período de tratamento, especialmente com proteção solar e atenção a alterações locais orientadas pela equipe médica.

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