Tratamento de tumor leva ao adiamento de júri de acusada de matar mãe e filhas envenenadas na Bahia
A acusada de matar as vítimas envenenadas passaria pelo Júri Popular na manhã desta quarta-feira (7)
Por Nilson Marinho.
O júri popular de Elisângela Almeida de Oliveira, de 42 anos, acusada de matar uma mulher e as duas filhas dela por envenenamento, em Maragogipe, no Recôncavo baiano, precisou ser remarcado nesta quarta-feira (7). A suspensão, às vésperas da sessão, ocorreu, conforme apurou o Aratu On, porque a acusada passou por um procedimento no Hospital Aristides Maltez, em Salvador, para tratar um tumor na região pélvica. Ela permanece sob observação médica e não há previsão de alta hospitalar.

Devido ao quadro clínico da ré, o julgamento foi remarcado para 2 de dezembro deste ano, no Fórum Ruy Barbosa. Ainda conforme apuração do portal, a acusada tem uma condição que compromete o funcionamento da bexiga e impede o esvaziamento normal da urina. Por isso, ela precisa utilizar um cateter para retirar o líquido. Ela também teria dificuldades para permanecer sentada por longos períodos.
Caso
Evangélica, Elisângela é acusada de matar Adriane Ribeiro Santos, de 23 anos, e as filhas dela, Greicy Santos da Conceição, de 5 anos, e Ruth Santos da Conceição, de 2 anos, após oferecer à família alimentos contaminados com inseticidas agrícolas, conforme apontaram laudos periciais. O cachorro da família também morreu.
Segundo a investigação, o crime teria sido motivado pelo interesse amoroso de Elisângela no marido de Adriane, único integrante da família que não foi envenenado. Ele chegou a ser apontado como suspeito, mas essa possibilidade foi descartada pela Polícia Civil. As mortes ocorreram em agosto de 2018.
Condenação
Os acusados pela morte do cabeleireiro Valdir Macário, executado dentro do próprio salão, na Avenida Vasco da Gama, em Salvador, foram julgados pelo Tribunal do Júri nesta quarta-feira (8), no Fórum Ruy Barbosa.

Edgar Silva dos Santos, conhecido como “Chocolate” e apontado como mandante do crime, foi condenado a 23 anos e 7 meses de prisão. Já Patric Ribeiro Tupinambá, apontado como executor, recebeu pena de 28 anos e 7 meses.
Segundo a acusação, o crime foi motivado pela suspeita de Edgar de que Valdir apoiava o irmão dele em um relacionamento extraconjugal com a esposa do condenado. O assassinato ocorreu em 2016.
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