Júri de acusada de envenenar mãe e duas filhas em Maragogipe é adiado pela oitavo vez
Julgamento de acusada de envenenar mãe e duas filhas em Maragogipe estava marcado para esta quarta-feira (7), mas foi suspenso porque a acusada passará por uma cirurgia
Por Ananda Costa.
A audiência de julgamento de Elisângela Almeida Oliveira, acusada de matar uma mãe e as duas filhas dela por envenenamento, foi adiada pela oitava vez. O júri, que estava previsto para acontecer nesta quarta-feira (7), no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador, não será realizado porque a ré passará por uma cirurgia.

O caso, que aconteceu em agosto de 2018, já se arrasta há oito anos. Elisângela é acusada pelas mortes de Adriane Ribeiro Santos, de 23 anos, e das filhas dela, Greisse Santos da Conceição, de 5 anos, e Rute Santos da Conceição, de 2 anos. As três vítimas morreram em um intervalo de três semanas.
As investigações da Polícia Civil apontaram Elisângela e o então marido dela, Valci Boaventura Soares, como suspeitos de envolvimento no crime. Segundo a apuração, as vítimas teriam sido envenenadas com inseticida misturado a alimentos oferecidos por Elisângela. Valci, no entanto, acabou solto por falta de provas.
Ainda conforme as investigações, Elisângela teria demonstrado interesse pelo marido de Adriane. As duas teriam se desentendido, e a polícia apontou que a situação teria motivado o crime.
A prisão do casal também provocou revolta entre moradores de Maragogipe, no Recôncavo Baiano. Na ocasião, centenas de pessoas se concentraram em frente à Delegacia Territorial onde os dois foram levados. Foi necessário reforçar a segurança com equipes das Polícias Militar e Civil para evitar uma possível invasão ao prédio.
Com o novo adiamento, o julgamento de Elisângela continua sem ocorrer após oito anos do crime e nove adiamentos.

LEIA MAIS: Veja quem é o tenente-coronel da PM preso por receber dinheiro de líder de milícia na Bahia
Siga a gente no Insta, Facebook, Bluesky e X. Envie denúncia ou sugestão de pauta para (71) 99940 – 7440 (WhatsApp).
