Caso Thamiris: Rodrigo 'Farinha' continua preso após audiência de custódia
Rodrigo Faria Sena dos Santos, conhecido como “Rodrigo Farinha”, teve a prisão mantida pela Justiça pela morte de Thamiris Pereira
Por Bruna Castelo Branco.
O novo desdobramento das investigações sobre a morte da adolescente Thamiris Pereira, de 14 anos, em Salvador, resultou na manutenção da prisão de um dos principais suspeitos do caso.
Rodrigo Faria Sena dos Santos, conhecido como “Rodrigo Farinha”, teve a prisão mantida pela Justiça após audiência de custódia realizada nesta terça-feira (28). Ele havia se apresentado no dia anterior à 27ª Delegacia Territorial (DT/Itinga), acompanhado de advogado, após a expedição de um novo mandado.

Apontado como peça-chave no crime, Rodrigo é investigado por atrair a vítima para o local onde ela foi morta. Durante o período em que a adolescente esteve desaparecida, em março, ele chegou a participar de buscas organizadas por moradores no bairro Jardim das Margaridas.
Rodrigo já havia sido preso anteriormente, em 19 de março, logo após o corpo da jovem ser encontrado na região da Fazenda Cassange. Na ocasião, a Polícia Civil solicitou a conversão da prisão temporária em preventiva, mas o pedido não foi aceito pela Justiça, o que levou à soltura do suspeito em 18 de abril. A decisão provocou protestos de familiares e amigos da vítima.
Com a nova determinação judicial, o investigado permanece custodiado à disposição da Justiça, enquanto o inquérito segue em andamento.

Investigação aponta possível mandante
Segundo as apurações, o crime teria sido ordenado de dentro do sistema prisional por Davi de Jesus Ferreira, que já estava preso por violência doméstica. A suspeita inicial é de que a adolescente teria denunciado o homem à polícia, hipótese que ainda é investigada.
Outro envolvido, Leandro de Jesus Ferreira, apontado como liderança do tráfico na região e irmão de Davi, também foi preso por suspeita de participação no homicídio.
Acusação e defesa divergem
O advogado da família da vítima, Rogério Matos, afirmou que há elementos suficientes que justificam a prisão. “Não há motivo para que seja revogada essa prisão, apesar do que pese a defesa dizer que não há provas, eu refuto essa ideia”, declarou.
Ele também destacou que o fato de o processo tramitar em sigilo dificulta a divulgação de detalhes, o que pode favorecer versões divergentes. “Alegar na defesa que não tem provas é muito fácil (...) é um procedimento que está em sigilo absoluto”, afirmou.
Já a defesa de Rodrigo sustenta que não há fundamentos para a prisão e informou que já protocolou pedido de reconsideração. Segundo os advogados, o investigado se apresentou espontaneamente e não representa risco às investigações.

Próximos passos
A Polícia Civil segue com as diligências para esclarecer a dinâmica do crime e identificar todos os envolvidos. Após a conclusão do inquérito, o caso será encaminhado ao Ministério Público, que decidirá sobre o oferecimento de denúncia.
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