Banco Vermelho é instalado na Defensoria da Bahia contra feminicídio

O Banco Vermelho foi colocado na sede da Defensoria, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador, como forma de conscientizar a sociedade

Por Dinaldo dos Santos.

A Defensoria Pública da Bahia instalou, nesta terça-feira (14), o Banco Vermelho, símbolo internacional de combate ao feminicídio e à violência contra a mulher. O equipamento foi colocado na sede da instituição, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador, como forma de conscientizar a sociedade.

Banco Vermelho. Foto: Divulgação | DPE

A cerimônia reuniu representantes de instituições, da rede de proteção à mulher, defensores e servidores. A defensora pública geral, Camila Canário, destacou o papel da Defensoria na garantia de direitos e no fortalecimento das ações de prevenção à violência de gênero.

Durante o evento, foram soltos balões brancos em homenagem às vítimas de feminicídio e realizado um minuto de silêncio.

Participaram autoridades como a coordenadora do Nudem Bahia, Carolina de Araújo; a reitora Cecília Queiroz; a tenente-coronela Roseli Ramos (BPPM); a ouvidora-geral Tamikuã Pataxó; a procuradora Melina Castro; a deputada Ludmila Fiscina; e os coordenadores de Direitos Humanos Cláudia Ferraz e Alex Raposo, entre outros.

Foto: Divulgação | DPE

Dados do Nudem Bahia indicam aumento na procura por atendimento em 2025, com 5.645 registros, 26% a mais que em 2024 (4.466). As medidas protetivas também cresceram, passando de 608 para 683 no período.

Mulheres em situação de violência podem buscar atendimento gratuito na Defensoria. Em Salvador, o serviço está disponível, sem agendamento, na Casa da Mulher Brasileira e nas Varas de Violência Doméstica e Familiar. O atendimento é sigiloso.

Violência de gênero no país 

Embora dados do IBGE indiquem que homens morrem mais do que mulheres no Brasil em números absolutos, o feminicídio se diferencia por sua motivação, o assassinato ocorre em razão do gênero da vítima, geralmente associado a relações de poder, controle e violência doméstica. 

O aumento da sensação de insegurança no estado também se reflete em outras áreas do cotidiano. Iniciativas recentes, como o lançamento de novos recursos em aplicativos para bloqueio e recuperação de celulares roubados, surgem como resposta a um ambiente marcado por crimes frequentes. Ainda assim, especialistas alertam que medidas tecnológicas não substituem políticas estruturais de prevenção à violência e fortalecimento da rede de proteção.

Diante do cenário, organizações feministas e de direitos humanos reforçam a necessidade de investimentos contínuos em educação, acolhimento às vítimas, investigação qualificada e responsabilização dos agressores.

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