Polícia encontra galpão usado para fazer cigarros clandestinos na Bahia

Uma ação da Polícia Civil em Feira de Santana encontrou um galpão usado para fazer cigarros clandestinos; dois homens foram presos

Por Lucas Pereira.

Uma ação da Polícia Civil encontrou um galpão usado para fazer cigarros clandestinos, na cidade de Feira de Santana. Dois homens, apontados como responsáveis pelo espaço, foram presos nas buscas.

Polícia encontra galpão usado para fazer cigarros clandestinos na Bahia. Foto: PCBA

Conforme apurações do Aratu On junto à PC, as forças de segurança monitoraram dois suspeitos, de 34 e 36 anos, desde a saída de Belo Horizonte (MG) até o ingresso em território baiano. A abordagem ocorreu na última quarta-feira (27), no momento em que o veículo da dupla deixou as pistas principais da BR-324 e seguiu por uma estrada vicinal até o galpão, na localidade Travessa Limoeiro.

Dentro do imóvel, os investigadores flagraram uma infraestrutura robusta de armazenamento e montagem, apreendendo paletes de papelão com logomarcas de empresas conhecidas de cigarro, cilindros carregados com fumo processado e milhares de caixas com filtros prontos para a confecção do produto.

O galpão foi fechado e os suspeitos conduzidos para a unidade policial, onde foram submetidos aos procedimentos de praxe e seguem à disposição da Justiça. A ação foi realizada pela Polícia Civil da Bahia, por meio da  Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Cargas em Rodovias (DECARCA) de Feira de Santana e do Grupo de Apoio Tático e Técnico à Investigação (GATTI/Sertão). 

Vale lembrar que na quinta-feira (28), a Polícia Federal deflagrou a "Operação Nébula" para desarticular uma organização criminosa investigada por produção clandestina, distribuição de cigarros ilegais e lavagem de dinheiro.

As investigações começaram após apreensões realizadas em novembro de 2024, quando a polícia encontrou cigarros de origem ilícita, insumos e máquinas usadas na fabricação clandestina em galpões localizados em Feira de Santana, São Gonçalo dos Campos e Cruz das Almas, na Bahia.

Segundo a PF, o grupo utilizava empresas de fachada, contas bancárias de terceiros e movimentações em dinheiro vivo para ocultar a origem dos recursos. A apuração também identificou uma estrutura organizada para fabricação, armazenamento e distribuição interestadual dos cigarros, além da integração com empresas do mercado formal para dissimular os lucros ilegais.

Já em fevereiro, a Polícia Federal deflagrou a "Operação Espelho Fumegante 2" para reprimir o contrabando de cigarros eletrônicos, na cidade de Ilhéus, sul da Bahia. Na ação, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão, expedidos pela Vara Federal da Subseção Judiciária de Ilhéus.

Os cigarros eletrônicos são dispositivos que têm importação, comercialização e propaganda proibidas pela Agência de Vigilância Sanitária – ANVISA, desde 2009, conforme resolução da ANVISA.Uma ação da Polícia Civil em Feira de Santana encontrou um galpão usado para fazer cigarros clandestinos; dois homens foram presos. Foto: PCBA

 

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