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05/10/2023 17h37 | Atualizado em 05/10/2023 17h37

Médico baiano assassinado no Rio pode ter sido confundido com miliciano

Polícia apura se semelhança física entre os dois teria motivado o crime, que vitimou outros dois médicos

Médico baiano assassinado no Rio pode ter sido confundido com miliciano Foto: reprodução
Da Redação

O médico baiano Perseu Ribeiro de Almeida, de 33 anos, pode ter sido assassinado por um engano, no Rio de Janeiro. Essa é uma das linhas de investigação das polícias Civil e Federal, que apura se a semelhança física entre o profissional de saúde e o miliciano Taillon de Alcântara Pereira Barbosa, de 26, teria motivado o crime, na madrugada desta quinta-feira (5/10).

Além de Perseu, outros dois médicos foram assassinados, Marcos de Andrade Corsato e Diego Ralf Bomfim, irmão da deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP). O único sobrevivente foi Daniel Sonnewend Proença, de 32 anos, que recebeu três tiros e foi levado com vida para o Hospital Municipal Lourenço Jorge.

MILÍCIA

Taillon é filho de Dalmir Pereira Barbosa e os dois são apontados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) como integrantes de uma milícia que atua na zona oeste da cidade. Conforme publicação do jornal O Globo, Taillon foi preso em 2020 e estava em condicinnal desde o último dia 25 de setembro. No processo consta que ele mora em um apartamento a cerca de 750 metros de onde ocorreu o triplo homicídio, na Avenida Lúcio Costa.

AUTORIDADES SE MANIFESTAM

Na manhã desta quinta, o ministro da Justiça, Flávio Dino, soliticou que a Polícia Federal (PF) acompanhe o caso justamente pela possibilidade de motivação política, levando em conta a relação de parentesco de uma das vítimas com parlamentares. O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, e o presidente Lula pediram a elucidação do caso, via redes sociais.

Em entrevista para o jornal Folha de São Paulo, Tarcísio Morra afirmou que, antes de afirmar alguma coisa, é preciso esperar investigação policial e que a motivação do assassinato não esta evidente.

“Nada indica isso [uma execução por razões políticas] até aqui. Estamos trabalhando com muita cautela. É preciso esperar o avanço da investigação policial…. A partir deste ponto, não entanto, não há elementos que apontem para a possibilidade de essa hipótese ser mais provável do que outras. A motivação para esses assassinatos não está evidente”, opinou.

AMEAÇAS

Em julho, Sâmia havia relatado ao portal online Uol que vinha sofrendo ameaças de morte. “Recebo e-mail uma vez por mês, a cada 15 dias, com ofensas horrorosas falando que vai me matar, matar minha família. Das coisas mais terríveis e sempre com requintes de crueldade”, disse, na época.

Segundo ela, as ameaças eram dirigidas a ela, ao marido, o deputado federal Glauber Rocha (PSOL-RJ), e ao filho dos dois. Em agosto do ano passado, a deputada já havia relatado a mesma situação. “Quinta-feira passada recebi um email de uma pessoa ameaçando me estuprar e matar na frente do meu filho de 1 ano”, escreveu Sâmia em um post nas redes sociais, no dia 2 de agosto do ano passado.

LEIA MAIS: ‘Nada indica ainda que foi execução política e é preciso cautela’, diz deputado do PSOL sobre médico morto no Rio de Janeiro

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