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05/10/2023 15h22 | Atualizado em 05/10/2023 15h36

‘Nada indica ainda que foi execução política e é preciso cautela’, diz deputado do PSOL sobre médico morto no Rio de Janeiro

Diego Ralf de Souza Bomfim era irmão da deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP), que já havia relatado sofrer ameaças de morte em julho e no ano passado

'Nada indica ainda que foi execução política e é preciso cautela', diz deputado do PSOL sobre médico morto no Rio de Janeiro Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados// foto 2: Divulgação
Ananda Costa

O deputado federal Tarcísio Motta (PSOL-RJ), pediu cautela sobre a hipótese de que o assassinato de três médicos na madrugada desta quinta-feira (5/9), no Rio de Janeiro, têm motivação política. Um dos médicos assassinado, o ortopedista Diego Ralf de Souza Bomfim, de 35 anos, era irmão da deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP), casada com deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ).

Na manhã desta quinta, o ministro da Justiça, Flávio Dino, soliticou que a Polícia Federal (PF) acompanhe o caso justamente pela possibilidade de motivação política, levando em conta a relação de parentesco de uma das vítimas com parlamentares. O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, e o presidente Lula pediram a elucidação do caso, via redes sociais.

Em entrevista para o jornal Folha de São Paulo, Tarcísio Morra afirmou que, antes de afirmar alguma coisa, é preciso esperar investigação policial e que a motivação do assassinato não esta evidente.

“Nada indica isso [uma execução por razões políticas] até aqui. Estamos trabalhando com muita cautela. É preciso esperar o avanço da investigação policial…. A partir deste ponto, não entanto, não há elementos que apontem para a possibilidade de essa hipótese ser mais provável do que outras. A motivação para esses assassinatos não está evidente”, opinou.

No entanto, o deputado informa que é preciso cogitar a hipótese de execução, já que a deputada Sâmia Bomfim é do mesmo partido da vereadora Marielle Franco, assassinada no dia 14 de março de 2018, no Rio de Janeiro.

“Natural que esse tipo de hipótese circule. O irmão de uma parlamentar do partido que teve uma vereadora, Marielle Franco, executada por milicianos foi assassinado. É preciso cogitar a hipótese de que o mesmo tipo de violência voltou a ocorrer”, completou.

AMEAÇAS

Em julho, Sâmia havia relatado ao portal online Uol que vinha sofrendo ameaças de morte. “Recebo e-mail uma vez por mês, a cada 15 dias, com ofensas horrorosas falando que vai me matar, matar minha família. Das coisas mais terríveis e sempre com requintes de crueldade”, disse, na época.

Segundo ela, as ameaças eram dirigidas a ela, ao marido e ao filho dos dois. Em agosto do ano passado, a deputada já havia relatado a mesma situação. “Quinta-feira passada recebi um email de uma pessoa ameaçando me estuprar e matar na frente do meu filho de 1 ano”, escreveu Sâmia em um post nas redes sociais, no dia 2 de agosto do ano passado.

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