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02/11/2022 11h20 | Atualizado em 02/11/2022 11h49

Quanto custa a morte em Salvador?

Responsável pelo emprego direto de pelo menos 50 mil pessoas no Brasil, de acordo com o Sindicato dos Cemitérios e Crematórios Particulares do Brasil (Sincep), o “ mercado da morte” movimenta cerca de R$ 7 bilhões ao ano.

Quanto custa a morte em Salvador? Foto: redes sociais / @cemiteriocamposanto
Diego Adans

Pensar na própria morte ou na de parentes próximos pode ser doloroso. Porém, quando se trata de planejamento financeiro, até esse tema delicado deve ser levado em consideração. Caixão, flores, sepultamento e velório. Tudo isso tem um valor. Afinal, quanto custa morrer? Você já parou para pensar sobre o assunto?

Neste dia 2 de novembro, data em que se comemora o Dia de Finados, a reportagem do Aratu On resolveu falar sobre a dolorida temática para quem sabe amenizar uma família, que se encontra completamente abalada e despreparada para resolver todos os trâmites funerários após a morte, como serviços burocráticos.

Responsável pelo emprego direto de pelo menos 50 mil pessoas no Brasil, de acordo com o Sindicato dos Cemitérios e Crematórios Particulares do Brasil (Sincep), o “mercado da morte” movimenta cerca de R$ 7 bilhões ao ano.

Já a Associação Brasileira de Empresas e Diretores do Setor Funerário (Abredif) aponta, por sua vez, que o custo médio de um enterro no Brasil é de R$ 2.500. 

Em Salvador, o valor do enterro pode ser gratuito – em ocasiões específicas -, e alcançar até R$ 25.500. Existe até tabela de planos e padrões pós-vida, que as funerárias oferecem para quem quer fazer a passagem – para quem acredita em vida espiritual – em padrão de alto luxo.

Entre as opções de pacote, estão serviços funerários básicos – remoção do corpo, higienização, serviços em cartório e ornamentação do caixão. Esses custos variam de R$ 1.500 a R$ 5 mil.

Quanto mais exigências e demandas tiver a família, mais caras ficam as cerimônias e a partida do ente querido. Um gasto que não tem escapatória após a morte é o de manutenção do cemitério. No cemitério Bosque da Paz, por exemplo, a locação do jazigo simples (3 anos e seis meses) tem o valor de R$ 3.500 + 3 taxas de R$ 520. 

Fizemos uma simulação: caso o parente queira o caixão mais caro, na Funerária A Decorativa, vai pagar R$ 12 mil. Se quiser fazer o enterro no Jardim da Saudade, desembolsará mais R$ 13.500. Do outro lado da moeda, a família do morto pode gastar até R$ 1.018 (enterrando o corpo em cemitério municipal e pagando o caixão mais barato – R$ 1000). 

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PLANOS FUNERÁRIOS

Oferecidos por cemitérios, funerárias e seguradoras, os planos funerários são serviços nos quais são cobradas taxas mensais, em uma espécie de “seguro” que garante reembolso para dispor de tudo que é necessário após o óbito.

Com o papel de resolver questões burocráticas e preparar a cerimônia mais rapidamente, os planos podem garantir um transtorno menor com a partida do ente querido, apesar dos altos preços cobrados pela garantia do serviço no Brasil. No cemitério Campo Santo, na Federação, há, por exemplo, um planejamento prévio Familiar (carência a longo prazo) que varia entre R$ 3.500 até R$ 7.944.

CREMAÇÃO

Cada vez mais longe dos tabus, a cremação tem se tornado mais presente na cultura brasileira. Mas, afinal, quanto custa? Em Salvador, por exemplo, o serviço pode ser gratuito no Jardim da Saudade, mas alguns critérios, como a renda familiar e a quantidade de cremações feitas naquele dia são levados em consideração. 

Tanto para sepultamento quanto para cremação, a família deve entrar em contato com a Central de Marcação para Sepultamento, através dos telefones (71) 3322-1037/3266-2194) ou custar até R$ 10.500. 

ESTRUTURAS

A capital baiana tem três cemitérios particulares: Campo Santo, Bosque da Paz e Jardim da Saudade. Há, ainda, os públicos, como Quinta dos Lázaros e os municipais, nos bairros de Brotas, Pirajá, Periperi, Paripe, Itapuã, Ilha de Bom Jesus, Ilha de Paramana, Ponta de Nossa Senhora, Ilha de Maré e Plataforma. 

O Campo Santo é o cemitério mais tradicional de Salvador, fundado em 1836. Foi comprado pela Santa Casa da Bahia em 1840. Após forte resistência da população, que não aceitava sepultamentos ao ar livre, iniciou suas atividades em 1844. Hoje, o Campo Santo é também o cemitério mais moderno da Bahia, com 62.000m​²​ de área construída.

Inaugurado em 2001, o Cemitério Parque Bosque da Paz, na Estrada Velha do Aeroporto, segue o modelo cemitério parque ou jardim. O lugar faz menção à ideia que muitos fazem do paraíso: area verde, flores, fonte e até música.

A área de sepultamento é dividida em seis bosques, todos com nome de pássaros e flores. No Bosque Canários, por exemplo, não poderia deixar de ter flores na cor amarela. O empreendimento também oferece praça de meditação, lago com carpas japonesas, capela, e muitas outras particularidades.

Com mais de 32 anos de história, o Jardim da Saudade é considerado um dos maiores cemitérios do Brasil. Localizado no bairro de Brotas, foi o lugar escolhido para as cerimônias de despedidas de grandes celebridades, como o escritor Jorge Amado, Raul Seixas e a Mãe e Menininha do Gantois.

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Fonte: Da redação