Sthe Matos revela doença e desabafa sobre dificuldade para engravidar
Influenciadora Sthe Matos revela doença que afeta possibilidades de engravidar e desabafa em suas redes sociais: “Vou seguir o tratamento”
Por Laraelen Oliveira.
A influenciadora baiana Sthe Matos fez um desabafo em suas redes sociais, nesta quinta-feira (9), após receber um diagnóstico de endometriose. A empresária e seu marido, Kevi Jonny, estão tentando engravidar há cerca de um ano.
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No vídeo postado em suas redes sociais, Sther relatou que decidiu investigar a causa da dificuldade para ter mais um filho após diversas tentativas. De acordo com ela, os exames tinham o objetivo de analisar e concluir se era realmente endometriose ou se suas trompas estavam desobstruídas. “Para a minha surpresa, era endometriose”, afirmou.
Sthe Matos revela doença e diz que foi pega de surpresa
A empresária também relatou que não imaginava ser diagnosticada com a doença, porque nunca chegou a realmente apresentar sintomas. "Eu vim fazer esse exame com total certeza de que eu não tinha nada", declarou.
Porém, a baiana foi surpreendida com a descoberta do diagnóstico. "Existem casos assim, de mulheres que não sentem absolutamente nada e só descobrem quando começam a investigar a dificuldade de engravidar", revelou a influenciadora.
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Ela também afirmou que recebeu o diagnóstico de infertilidade secundária, condição que afeta mulheres que tiveram uma gestação, mas encontram dificuldades para engravidar uma segunda vez. A influenciadora já é mãe de Apolo, de sete anos, e relata que faz parte desse grupo.
Sthe contou que fará o tratamento indicado pela ginecologista e pediu apoio dos seguidores. "Agora eu vou seguir o tratamento que a minha médica indicar e continuar acreditando que Deus está no controle de cada detalhe. Me desejem boa sorte nessa fase", concluiu.
Especialistas destacam sintomas da endometriose e avanços no tratamento da doença
A endometriose é uma das principais causas de dor pélvica crônica e infertilidade entre as mulheres. De acordo com a Associação Brasileira de Endometriose e Ginecologia (SBEG), a doença afeta cerca de 10% das brasileiras e é caracterizada pelo crescimento do tecido semelhante ao endométrio fora da cavidade uterina. Entre as pacientes diagnosticadas, aproximadamente 57% convivem com dores persistentes e mais de 30% podem enfrentar dificuldades para engravidar.
Apesar de ser uma condição frequente e amplamente conhecida pelos ginecologistas, o diagnóstico ainda costuma ser tardio. Estudos apontam que o intervalo entre o surgimento dos primeiros sintomas e a confirmação da doença pode variar de sete a nove anos, o que compromete a qualidade de vida e favorece a progressão do quadro.
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Durante o Março Amarelo, são feitas várias campanhas dedicadas à conscientização sobre a endometriose, especialistas reforçam a importância de reconhecer os sinais da doença e buscar atendimento médico precoce. Cólicas menstruais intensas, dores pélvicas mesmo fora do período menstrual, desconforto durante as relações sexuais e infertilidade estão entre os principais sintomas.
Segundo o ginecologista especializado em saúde metabólica e longevidade, Dr. Jorge Valente, esse atraso no diagnóstico coincide com o período em que a doença evolui até provocar alterações anatômicas detectáveis por exames como a ressonância magnética e a ultrassonografia com preparo intestinal, utilizada na investigação da endometriose profunda. Por isso, o especialista destaca que a atenção aos sintomas e os avanços nos métodos diagnósticos e terapêuticos têm sido fundamentais para garantir um tratamento mais precoce e eficaz.
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