Ozempic Brasileiro: veja quanto vai custar a caneta emagrecedora Ozivy
Aprovada pela Anvisa, a caneta emagrecedora Ozivy, que ganhou o apelido de “Ozempic brasileiro”, teve valor divulgado pela empresa EMS; veja quanto vai custar
Por Lucas Pereira.
A empresa farmaceutica EMS, responsável por desenvolver a caneta emagrecedora Ozivy, apelidado de “ozempic brasileiro”, divulgou quando vai custar o medicamento, nesta terça-feira. O produto chega às farmácias no dia 15 de junho.

Com a expiração da patente da empresa Novo Nordisk (fabricante do Ozempic e do Wegovy), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou a produção e comercialização da semaglutida no país, algo que diminui o custo do medicamento, usado para diabetes, mas que se popularizou na perda de peso. Quando iniciarem as vendas, o Ozivy vai custar a partir de R$ 287.
O lote inicial de distribuição contará com 500 mil canetas para abastecer as principais redes de farmácias do Brasil e o valor menor de R$ 300 será obtido com algumas condições especiais de descontos - o preço cheio será de R$ 452, em média.
A Anvisa ainda estabeleceu o preço máximo de venda ao consumidor em R$ 803,44 para a embalagem com uma caneta de dosagem de 1,34 mg/ml.
Plano de preços da empresa
Visando impulsionar a venda, a empresa EMS criou um plano de preços para o tratamento nos primeiros três meses:
As canetas com doses suficientes para o tratamento de 90 dias vão custar R$ 863,23 / custo médio mensal de R$ 287 com as doses iniciais.
Depois disso, a partir do quarto mês de tratamento, a caneta vai custar R$ 498. A empresa ainda propôs um pacote com duas canetas de 1,0 mg por R$ 896. Essa ainda não tem uma data para chegar às prateleiras.
Fim da patente do Ozempic
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou, nesta sexta-feira (20), que analisa oito pedidos de medicamentos nacionais que utilizam o mesmo princípio ativo do Ozempic. Segundo o órgão, os processos estão em fase de verificação para avaliar a eficácia dos produtos.
A análise abre caminho para a entrada no mercado de alternativas nacionais e potencialmente mais baratas ao medicamento, utilizado no tratamento do diabetes tipo 2 e que ganhou popularidade também entre pessoas que buscam emagrecimento.
Entre os pedidos em avaliação, sete medicamentos são de origem sintética e um de origem biológica. De acordo com a Anvisa, os produtos em estágio mais avançado podem chegar ao mercado a partir de junho, caso cumpram todas as exigências regulatórias.
Além desses processos, a agência informou que outros nove pedidos aguardam análise, sendo oito sintéticos e um biológico. No caso dos medicamentos sintéticos, a aplicação pode ocorrer por vias oral, injetável, inalatória ou oftálmica. Já os biológicos têm uso predominantemente injetável, embora também possam existir versões orais.

Por que algumas pessoas não perdem peso com canetas emagrecedoras?
A quebra da patente da semaglutida reacendeu o interesse por alternativas mais acessíveis de medicamentos usados no tratamento da obesidade, como Ozempic e Wegovy. Apesar da popularização das chamadas “canetas emagrecedoras”, especialistas alertam que os resultados não são iguais para todos os pacientes — e uma parcela significativa pode não atingir a perda de peso esperada. Com informações da Agência Einstein.
Estudos clínicos apontam que entre 9% e 14% dos usuários não conseguem perder ao menos 5% do peso corporal nos primeiros meses. No ensaio STEP 1, publicado no The New England Journal of Medicine, cerca de 14% dos participantes não tiveram resposta considerada adequada. Já no estudo SURMOUNT-1, com tirzepatida — princípio ativo do Mounjaro —, a taxa de não resposta variou entre 9,1% e 14,9%, dependendo da dose.
Segundo especialistas, essa variação é esperada. A resposta ao tratamento depende de fatores individuais e do ajuste progressivo da dose, estratégia usada para reduzir efeitos colaterais e melhorar a tolerância. Em alguns casos, o avanço precisa ser mais lento ou até temporariamente interrompido, o que pode impactar os resultados.
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