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22/03/2023 18h32 | Atualizado em 22/03/2023 19h22

Movimente-se contra a dor: a importância do exercício na fibromialgia

Pode ser que a última coisa que você queira seja movimentar seu corpo, mas acredite, o exercício pode sim te ajudar

Movimente-se contra a dor: a importância do exercício na fibromialgia Foto: Ilustrativa/Pexels
Sabrina Correia

Caracterizada como uma síndrome clínica, a fibromialgia se manifesta como dor crônica em diversas áreas do corpo, com principal foco nas articulações. Apesar de ser de causa desconhecida e de difícil diagnóstico, a literatura associa a uma alteração no sistema nervoso central e mecanismos de supressão da dor. O aparecimento da doença pode ter relação com os baixos níveis de serotonina.

A síndrome causa uma sensibilidade maior à dor e acomete, em sua maior parte, o sexo feminino, sendo as mulheres 90% do público diagnosticado. O indivíduo portador da síndrome tem uma sensibilidade maior à dor, sente demasiadas dores e ainda apresenta outros sintomas, como dor de cabeça, falta de disposição, fadiga, dor muscular intensa e distúrbios do sono.

É comum que pacientes com fibromialgia tenham maiores níveis de sedentarismo. Isso se deve ao fato da dor intensa e fadiga que sentem. Eu sei, movimentar-se é a última coisa que você vai querer fazer, mas garanto que a atividade física pode te ajudar! Estudos já comprovam que quanto maior o nível de atividade física realizado, maior é a dose-resposta na melhora dos sintomas da doença.

O exercício físico pode ser o primeiro tratamento que seu médico vai te recomendar. Se você não tem o costume de praticar nenhuma atividade, comece com algo mais leve, como uma caminhada, e vá aumentando de acordo com sua tolerância. Acredite, quanto mais constância você tiver, mais condicionado seu corpo fica. Dê um passo de cada vez e ouça seu corpo!

Exercícios como caminhada, trote, pilates e dança são ótimos aliados no tratamento, principalmente por serem de baixo impacto. Outra alternativa são os exercícios aquáticos, como a natação e a hidroginástica. Manter o corpo em movimento reduz a dor, e um dos fatores é a liberação de endorfina, que é um anestésico natural.

Entretanto, alguns cuidados devem ser tomados, pois as alterações que ocorrem no sistema nervoso impactam tanto na modulação da dor quanto na reparação muscular pós-exercício. São eles:

– Comece devagar, um passo de cada vez, escolha um exercício de baixa intensidade e não se preocupe com o tempo. Aos poucos, seu corpo vai ganhando condicionamento.

– Lembre-se: o objetivo do seu exercício é reduzir a dor e melhorar sua qualidade de vida.

– Pare antes de alcançar o seu máximo. Repouso também é importante.

– Hidrate-se bastante e alimente-se corretamente para evitar quedas de pressão por falta de nutrição durante o exercício.

Escolha a hora do dia em que você tenha maior disposição, siga as dicas e comece. Garanto que você não vai se arrepender de ter dado o passo inicial!

*Este material não reflete, necessariamente, a opinião do Aratu On.