Ferry-boat da Bahia entra na mira da Agerba por falhas de segurança

Processo administrativo investiga possível descumprimento de exigências legais pela concessionária Internacional Travessias

Por Laraelen Oliveira.

O sistema ferry-boat da Bahia, responsável pela travessia entre Salvador e a Ilha de Itaparica, passou a ser alvo de investigação do governo estadual após suspeitas de irregularidades no cumprimento de normas de segurança.

A Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações (Agerba) instaurou um processo administrativo contra a Internacional Travessias Salvador S.A., empresa que administra o serviço. A medida foi oficializada por meio de portaria publicada no Diário Oficial no último sábado (25).

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Durante períodos como verão, Carnaval e feriados, o fluxo do ferry-boat pode ultrapassar 1,2 milhão de passageiros e mais de 200 mil veículos/Foto: Divulgação 

Falhas em exigências de segurança

De acordo com a Agerba, há indícios de que a concessionária não tenha realizado obras obrigatórias para obtenção do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), documento essencial que atesta a conformidade com normas de prevenção e combate a incêndios.

Caso as irregularidades sejam confirmadas, a empresa poderá sofrer penalidades severas, incluindo a suspensão do contrato de concessão firmado com o Estado em julho de 2014, o que pode resultar na saída definitiva da operação do sistema ferry-boat.

A Defensoria Pública já recomendaram melhorias no embarque e desembarque, apontando riscos na circulação conjunta de pedestres e veículos nas áreas do terminal/Foto: Defensoria Pública da Bahia/Divulgação 

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A rota Salvador–Itaparica, operada pela empresa, é uma das mais importantes do estado, utilizada diariamente por milhares de passageiros e veículos, o que intensifica a preocupação com a segurança do serviço prestado.

Possíveis punições à concessionária

A investigação será conduzida por uma comissão formada por servidores da própria Agerba, responsável por apurar os fatos e identificar eventuais irregularidades contratuais.

Entre as sanções previstas, estão advertência, aplicação de multas, suspensão temporária do direito de participar de licitações públicas e, no caso mais grave, a declaração de inidoneidade, medida que impede a empresa de firmar contratos com o poder público.

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A conclusão do processo deverá definir o futuro da concessionária à frente de um dos principais modais de transporte marítimo da Bahia.

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