Veja o que se sabe sobre professora morta em Salinas da Margarida
Professora morta em Salinas da Margarida foi identificada como Nerica Franca da Conceição
Por Ananda Costa.
Uma professora morta em Salinas da Margarida, a 73 km de Salvador, foi encontrada dentro da residência onde morava, no centro do município, na noite do último sábado (22). A vítima foi identificada como Nerica Franca da Conceição, de 52 anos.

De acordo com a Polícia Civil, o caso é investigado como feminicídio, já que o principal suspeito do crime é o companheiro de Nerica, que estavam em um relacionamento há 28 anos. Ela foi encontrada sem sinais vitais no interior do imóvel.
Na mesma ocorrência, um homem, identificado como o companheiro da vítima, foi localizado ferido e socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para uma unidade hospitalar. O estado de saúde dele não foi divulgado.
A 24ª Delegacia Territorial de Vera Cruz conduz as investigações para esclarecer a motivação do crime.
Feminicídios na Bahia em 2025

Mais de 20 casos de feminicídio foram registrados na Bahia em 2025, segundo levantamento da TV Aratu em abril deste ano. Os dados evidenciam um cenário alarmante de violência contra a mulher no estado, marcado por crimes brutais e reincidência de agressores, mesmo após medidas judiciais.
Em entrevista ao programa Aratu Agora, a advogada Fabiane Almeida criticou a falha no sistema de proteção às vítimas. “Infelizmente a sociedade falhou, o Estado falhou, as ONGs falharam. O botão do pânico deve ser disponibilizado a todas as mulheres vítimas de violência doméstica, no qual o homem está sendo agressor e monitorado por tornozeleira eletrônica”, afirmou.
Casos semelhantes também foram registrados ao longo do mês. Ilana Ferreira do Nascimento, de 20 anos, foi encontrada morta com golpes de faca. Segundo informações, o sogro ainda tentou socorrê-la, mas ela já estava sem vida quando o Samu chegou. O principal suspeito, identificado como Lucas, está foragido.
Casos de feminicídio e estupro de mulheres atingem recorde em 2024
O Brasil registrou, em 2024, o maior número de feminicídios e estupros de mulheres dos últimos cinco anos, segundo dados do Mapa da Segurança Pública de 2025, divulgado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.
De acordo com o levantamento, o país contabilizou 1.459 feminicídios no ano passado — média de quatro mulheres mortas por dia. Trata-se do maior número da série histórica iniciada em 2020. A definição oficial do crime é o assassinato de mulheres “em razão do gênero, em contextos de violência doméstica, familiar, ou por menosprezo e discriminação relacionados à condição do sexo feminino”. O total representa um aumento de 7% em relação a 2020.
A Região Centro-Oeste apresentou a maior taxa de feminicídios do país, com 1,87 casos por 100 mil mulheres, acima da média nacional (1,34). O Sudeste teve a menor taxa, com 1,16. Entre os estados, Mato Grosso (2,47) e Mato Grosso do Sul (2,39) lideram os índices. Já Amapá (0,50) e Sergipe (0,84) registraram os menores.
Paralelamente, os homicídios dolosos — quando há intenção de matar — caíram 6,33% em relação a 2023, passando de 37.754 para 35.365 vítimas. Os latrocínios, roubos seguidos de morte, também recuaram: de 972 casos em 2023 para 956 em 2024, uma queda de 1,65%.
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