Psicoterapeuta alvo de operação nega crimes sexuais: 'Luto contra isso'

Psicoterapeuta alvo de operação do MP-BA é investigado por crimes de violação sexual mediante fraude e assédio sexual contra pacientes mulheres

Por Ananda Costa.

O psicoterapeuta Jordan Campos, alvo da “Operação Catarse”, deflagrada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), se pronunciou nesta terça-feira (27), nas redes sociais, após as acusações de crimes sexuais e estelionato investigadas em Salvador.

Psicoterapeuta alvo de operação do MPBA. Foto: Redes sociais

Em nota pública, Jordan negou as acusações e afirmou que a investigação tem relação com denúncias antigas, que, segundo ele, já teriam sido arquivadas por falta de provas.

“Preciso iniciar dizendo, com clareza, que sou totalmente inocente das acusações feitas contra mim. Nunca pratiquei assédio, abuso ou qualquer forma de exploração contra quem quer que seja. Pelo contrário, sempre lutei contra esse tipo de prática. Essa acusação já foi feita há quatro anos pelas mesmas pessoas. Na época, houve investigação e o caso foi arquivado por ausência de provas”, disse.

Na nota, ele ainda afirmou que atua há duas décadas no cuidado de pessoas e reforçou que jamais cometeu os crimes investigados.

“Há 20 anos trabalho cuidando de pessoas, com dedicação em cada consulta, aula e evento. Reafirmo que nunca pratiquei os atos mencionados. Minha trajetória sempre foi pública, construída diante de milhares de pessoas ao longo dessas duas décadas”, completou.

Psicoterapeuta alvo do MP-BA por crimes sexuais

Segundo as investigações, o psicoterapeuta atuava de forma sistemática e recorrente, utilizando a posição de autoridade profissional, o conhecimento técnico e informações íntimas das pacientes para cometer os crimes.

A apuração identificou quatro vítimas, três delas relacionadas a crimes contra a dignidade sexual e uma a crime patrimonial.

De acordo com o MP-BA, todas as mulheres relataram a mesma dinâmica de atuação e afirmaram conhecer outras possíveis vítimas que ainda não procuraram as autoridades por medo ou vergonha.

O investigado atua no mercado há mais de 10 anos, com atendimentos psicoterapêuticos em Salvador e em outras capitais do país, além de ministrar cursos, workshops e formações na área.

As investigações apontam ainda que, desde pelo menos 2020, ele identificaria mulheres em situação de vulnerabilidade psicológica, com histórico de traumas, baixa autoestima e dependência emocional, para, gradualmente, desvirtuar a relação terapêutica e obter vantagens sexuais e patrimoniais mediante fraude qualificada.

Veja nota de Jordan Campos na íntegra

Desde ontem meu nome passou a circular de forma muito intensa na mídia e nas redes sociais em razão de uma investigação que se tornou pública após o cumprimento de medidas judiciais.
Sou o Jordan Campos, terapeuta, professor, escritor, casado há 14 anos e pai de 4 filhos.
Preciso já iniciar dizendo com clareza que sou totalmente inocente das acusações que vêm sendo feitas. Nunca pratiquei assédio, abuso ou qualquer forma de exploração contra quem quer que seja. Na verdade eu luto contra exatamente isso.
Está é uma acusação que inclusive foi feita há 4 anos pelas mesmas pessoas atuais; fui investigado por 6 meses pelo Ministério Público do Trabalho; finalizando no arquivamento sob forte conclusão de que não houve nenhuma prova destas acusações de assédio, a diferença é que não tivemos esta repercussão midiática extrema.
Agora, este mesma queixa que já foi arquivada vem diretamente do MP, acrescida da acusação de estelionato que se deve a um contrato firmado em que a pessoa discordou; deu queixa em delegacia e igualmente ao outro; a queixa e acusação foram arquivadas e concluso que não existe nenhum indício de estelionato e que tudo correu normalmente como pactuado em contrato. Conclusão está da investigação policial.
O papel do Ministério Público é investigar, o papel da autoridade policial é cumprir e estamos ainda apenas na investigação. Não existe nenhuma condenação.
Eu cuido de pessoas há 20 anos, fiz um caminho de muita dedicação em cada consulta, aula, evento. Repito que jamais, jamais realizei tais atos, o que já foi provado em outras instâncias como falei.
Minha trajetória sempre foi pública, aberta, conhecida e construída diante de milhares de pessoas ao longo dessas duas décadas.
Estou neste momento com problemas de acesso à minha conta oficial do Instagram devido a terem levado celular e notebook e eu não conseguir fazer a dupla autenticação. Mas estou resolvendo.
Neste momento, por respeito ao processo e às orientações jurídicas, não entrarei em detalhes sobre os fatos atuais que correm em sigilo. Tudo será enfrentado tecnicamente, no local adequado, que é a Justiça. Estou dando uma satisfação pública extremamente necessária.
Agradeço profundamente às milhares de pessoas que me conhecem há anos, que acompanham meu trabalho e têm enviado muitas mensagens de apoio, carinho e confiança.
Seguirei colaborando totalmente com a Justiça, exercendo meu direito de defesa e tendo absoluta certeza de que a verdade será plenamente esclarecida, como já foi.
E pode confiar que ao final disso tudo será plenamente esclarecido e provado.
Jordan Campos

LEIA MAIS: Polícia investiga ataque a trabalhadores rurais em acampamento na Bahia

Siga a gente no InstaFacebookBluesky e X. Envie denúncia ou sugestão de pauta para (71) 99940 – 7440 (WhatsApp).

Comentários

Importante: Os comentários são de responsabilidade dos autores e não representam a opinião do Aratu On.

Nós utilizamos cookies para aprimorar e personalizar a sua experiência em nosso site. Ao continuar navegando, você concorda em contribuir para os dados estatísticos de melhoria. Conheça nossa Política de Privacidade e consulte nossa Política de Cookies.