PF cita Deolane e Pablo Marçal em investigação de esquema milionário de MCs

Investigação da Polícia Federal cita Deolane Bezerra e Pablo Marçal como alvos indiretos em esquema milionário, que conta com os nomes de MC Ryan, MC Poze e Raphael Sousa Oliveira, responsável pela página Choquei

Por Laraelen Oliveira.

A investigação conduzida pela Polícia Federal (PF) sobre um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo artistas e influenciadores digitais avançou para a análise de movimentações financeiras de alto valor associadas a nomes conhecidos. Entre eles estão a advogada e influenciadora Deolane Bezerra e o empresário Pablo Marçal, que, apesar de citados, não foram alvos diretos da operação.

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As informações constam em relatório da PF enviado à Justiça no âmbito da Operação Narco Fluxo, deflagrada na última quarta-feira (15). A ação resultou em dezenas de prisões e apreensões de bens avaliados em cerca de R$ 20 milhões, incluindo veículos. A investigação apura a existência de uma estrutura voltada à ocultação de recursos ilícitos.

A Polícia Federal costuma cruzar dados bancários, fiscais e até movimentações em redes sociais para identificar padrões suspeitos em investigações de lavagem de dinheiro/Foto: Redes Sociais

No caso de Deolane Bezerra, a Polícia Federal identificou movimentações que somam aproximadamente R$ 5,3 milhões entre maio e junho do ano passado. Segundo o relatório, ela recebeu R$ 430 mil de uma produtora vinculada ao funkeiro MC Ryan SP. Durante o mesmo período, também realizou transferências expressivas, como R$ 1,16 milhão para um instituto e R$ 1,1 milhão para uma empresa de blindagem de veículos.

Os investigadores apontam que o valor recebido da produtora não apresenta, em análise preliminar, uma justificativa comercial considerada usual, o que levanta suspeitas sobre a natureza da transação. Para a PF, esse fluxo pode indicar a existência de uma rede compartilhada entre pessoas e empresas ligadas ao núcleo investigado.

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Crimes de lavagem de dinheiro no Brasil são tipificados pela Lei nº 9.613/1998, que prevê penas de até 10 anos de prisão, além de multa e perda de bens/Foto: Redes Sociais

Já em relação a Pablo Marçal, a apuração menciona uma operação financeira relacionada à compra de um imóvel com possível conexão com MC Ryan SP, apontado como figura central do esquema. Em nota, Marçal afirmou que a transação foi regular, realizada por uma de suas empresas, com documentação formalizada e devidamente registrada. Ele declarou ainda estar à disposição para apresentar comprovantes às autoridades.

Operação Narco Fluxo prende MC Poze, MC Ryan e Raphael Sousa

A Operação Narco Fluxo investiga um esquema que teria movimentado mais de R$ 1,6 bilhão, utilizando empresas, influenciadores digitais e diferentes mecanismos para disfarçar a origem de recursos. Entre as estratégias identificadas estão transferências bancárias de alto valor, uso de criptoativos e transporte de dinheiro em espécie.

O uso de criptomoedas em esquemas ilegais cresce por conta da dificuldade de rastreamento completo, embora órgãos de controle já tenham avançado na fiscalização/Foto: Redes Sociais 

Durante a ação, foram presos artistas como MC Poze do Rodo e MC Ryan SP, além do influenciador Raphael Sousa Oliveira, responsável pela página Choquei, e outros investigados.

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Após audiência de custódia realizada na quinta-feira (16), a Justiça Federal decidiu manter a prisão de MC Poze do Rodo, que permanece detido no Presídio José Frederico Marques, no Rio de Janeiro. Ele foi preso em sua residência e, posteriormente, transferido para a unidade prisional, onde segue à disposição da Justiça.

Cabe destacar que Deolane Bezerra já havia sido alvo de outra investigação em setembro de 2024, quando foi presa em Pernambuco sob suspeita de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro ligado a apostas ilegais, sendo liberada dias depois.

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